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Metade dos portugueses que trabalham considera que a idade ideal para começar a poupar para a reforma é antes dos 30 anos
Entre os já reformados, 53% admitem que a poupança realizada foi insuficiente, mas afirmam não ter conseguido poupar mais
27 Out 2026 - 12:55
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Metade dos portugueses (49% dos inquiridos) considera que “a idade ideal para ter iniciado, ou para iniciar, a poupança para a reforma se situa antes dos 30 anos. Ainda assim, uma parte significativa aponta para idades mais tardias, com 29% a considerar o intervalo entre os 30 e os 40 anos e 11% entre os 40 e os 50 anos”, revela o Inquérito à população portuguesa sobre a poupança para a reforma, uma iniciativa da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e da Universidade Nova de Lisboa, apresentado nesta terça-feira.
O estudo mostra que “cerca de metade dos inquiridos (49%) identifica corretamente que o financiamento das pensões públicas assenta principalmente nas contribuições de quem está atualmente a trabalhar. Os restantes distribuem-se entre quem considera, erradamente, tratar-se de um sistema baseado nas contribuições acumuladas por cada pessoa ao longo da sua vida ativa (28%) e quem o associa aos impostos pagos por todos os cidadãos (18%)”.
Relativamente à compreensão da relação entre a esperança média de vida e a idade normal de reforma, a maioria dos inquiridos (70%) reconhece corretamente que um aumento da longevidade tende a implicar um adiamento da idade de reforma.
Entre os inquiridos já reformados, a maioria reconhece, em retrospetiva, que a poupança acumulada foi insuficiente: 53% consideram que teria sido importante poupar mais, mas não conseguiram fazê-lo, enquanto 24% reconhecem que, embora considerassem importante poupar mais, teriam tido essa possibilidade.
Por sua vez, 21% não atribuem relevância a um maior esforço de poupança no passado. A pensão atribuída pela Segurança Social (ou por um regime equivalente) constitui a principal fonte de rendimento para a maioria dos inquiridos já reformados (89%).
No que respeita à manutenção do nível de vida financeiro durante a reforma, os resultados apontam para um impacto predominantemente negativo: 30% referem uma redução significativa, 31% uma redução moderada e 35% indicam não ter observado alterações relevantes.
A insuficiência de recursos financeiros é o principal motivo apontado por quem não está a poupar ativamente para a reforma (55%). Cerca de 27% dos inquiridos admitem ainda não ter refletido sobre o tema ou considerar prematuro fazê-lo. Embora esta atitude predomine entre os mais jovens, 39% dos inquiridos que consideram ser ainda cedo para pensar na poupança para a reforma têm mais de 35 anos.
Entre os inquiridos não reformados que não poupam para a reforma, 17% referem ter intenção de o fazer, enquanto 24% manifestam incerteza, mas admitem a possibilidade de contratar um produto de poupança no futuro.
Entre os que demonstram intenção de contratar produtos de poupança de longo prazo para a reforma, 58% preveem fazê-lo nos próximos dois anos, 28% nos próximos cinco anos e 6% num horizonte temporal de dez ou mais anos.
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