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Avaliação bancária das casas continua a subir

Valor mediano do metro quadrado para a compra de habitação atinge os 2 278 euros, uma subida de 14,2% em termos homólogos, mas uma desaceleração face a agosto (14,7%)

27 Out 2026 - 11:49

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Foto Magnific

casa habitação crédito

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A avaliação bancária para a concessão de crédito à habitação continua a subir. Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) nesta terça-feira, “o valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2 278 euros por metro quadrado em setembro, mais 24 euros do que no mês precedente. Em termos homólogos, a taxa de variação fixou-se em 14,2% (14,7% no mês anterior)”.

O número de avaliações bancárias consideradas foi de cerca de 32,6 mil, o que representa uma descida de 0,2% face ao mês anterior e de 1,2% em relação ao período homólogo.

O Oeste e Vale do Tejo foi a região onde se verificou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (1,6%), enquanto a descida mais acentuada ocorreu na Região Autónoma dos Açores (-3,2%).

Em comparação com setembro de 2025, o valor mediano das avaliações cresceu 14,2%, tendo-se registado a variação mais acentuada na Península de Setúbal (18,4%). Não se observou qualquer redução.

No caso dos apartamentos, o valor mediano da avaliação bancária foi de 2 662 euros por metro quadrado em setembro, mais 15,4% do que no mesmo mês de 2025. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3 525 euros por metro quadrado) e no Algarve (3 010 euros por metro quadrado), enquanto o Alentejo e o Centro apresentaram os valores mais baixos (1 739 euros e 1 748 euros por metro quadrado, respetivamente). O Oeste e Vale do Tejo registou o crescimento homólogo mais expressivo (21,4%), não se tendo verificado qualquer descida.

Em comparação com o mês anterior, o valor da avaliação dos apartamentos subiu 0,3% em setembro, tendo o Oeste e Vale do Tejo registado o maior aumento (1,9%). A Região Autónoma dos Açores apresentou a descida mais acentuada (-3,4%).

O valor mediano de avaliação dos apartamentos T1 e T2 aumentou 32 e 20 euros, respetivamente, para 3 401 euros e 2 758 euros por metro quadrado. Já o valor da tipologia T3 diminuiu 7 euros, para 2 266 euros por metro quadrado. No seu conjunto, estas tipologias representaram 93,3% das avaliações de apartamentos realizadas no período em análise.

No caso das moradias, o valor mediano da avaliação bancária foi de 1 621 euros por metro quadrado em setembro, o que representa um acréscimo de 11,1% face ao mesmo mês do ano anterior.

Os valores mais elevados observaram-se na Grande Lisboa (2 942 euros por metro quadrado) e no Algarve (2 835 euros por metro quadrado), enquanto o Centro e o Alentejo registaram os valores mais baixos (1 172 euros e 1 284 euros por metro quadrado, respetivamente). A Região Autónoma da Madeira apresentou o crescimento homólogo mais elevado (20,3%), não se tendo registado qualquer descida.

Em comparação com o mês anterior, o valor de avaliação das moradias subiu 0,7%. A Península de Setúbal foi a região com o crescimento mais elevado (3,3%), enquanto a descida mais acentuada se verificou na Região Autónoma dos Açores (-1,5%). O valor mediano das moradias T2 aumentou 9 euros, para 1 634 euros por metro quadrado, o das T3 subiu 5 euros, para 1 581 euros por metro quadrado, e o das T4 aumentou 12 euros, para 1 647 euros por metro quadrado. No seu conjunto, estas tipologias representaram 87,6% das avaliações de moradias realizadas no período em análise.

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