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Insegurança profissional e financeira entre principais fatores de esgotamento na Geração Z
Cerca de 18% dos trabalhadores da Geração Z apontam insegurança no trabalho e financeira como um dos fatores principais para os sintomas de esgotamento.
20 Jul 2026 - 07:27
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Foto: Magnific
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A Geração Z tem “registado melhorias na perceção do equilíbrio entre a vida pessoal e profissional”, mas, apesar disto, 73% confirma ter sintomas de esgotamento. São vários os fatores que contribuem para tal, desde a falta de flexibilidade à insegurança financeira, de acordo com o Global Talent Barometer 2026, do ManpowerGroup.
Segundo este estudo, o principal fator ligado aos sintomas de esgotamento é o stress e a carga de trabalho, aliados à sensação de falta de evolução, reportado por 22% dos inquiridos. Seguem-se a pouca flexibilidade horária e a insegurança no trabalho e financeira, apontados por 21% e 18%, respetivamente.
Mais ainda, “a dificuldade em alcançar objetivos como a compra de casa ou a constituição de família é reforçada pela preocupação com a estabilidade financeira”, indica. Como consequência disto, “77% dos profissionais da Geração Z complementam o rendimento com outras fontes de receita, recorrendo, por exemplo, a um segundo emprego em regime part-time ou a trabalhos freelance”, informa, acrescentando que esta é a “percentagem mais elevada entre todas as gerações”.
Este stress surge em paralelo com uma sensação de incerteza profissional, com apenas 53% da Geração Z a acreditar conseguir manter o seu emprego atual, a menor proporção entre as várias gerações e 10 pontos percentuais (pp) abaixo do valor registado um ano antes. Neste sentido, a Inteligência Artificial adota um papel relevante, sendo que mais de metade (52%) dos mais jovens acredita poder perder o emprego devido a esta tecnologia nos próximos dois anos.
Ao mesmo tempo, os jovens têm cada vez menos confiança no acesso e na capacidade de utilizar as ferramentas mais recentes. Este indicador caiu de 80% para 72% num ano.
Todos estes fatores em conjunto refletem-se no “compromisso com as organizações”. “Em 2026, apenas 40% dos profissionais da Geração Z afirmam sentir-se comprometidos com a organização onde trabalham, uma descida de 7 pp face a 2025 e um resultado 22 pontos abaixo da Geração X e 39 pontos inferior ao registado pelos Baby Boomers”, revela o Global Talent Barometer.
Este menor compromisso, explica, “resulta também da procura constante por oportunidades que permitam melhorar a sua situação financeira e acelerar a concretização dos seus objetivos pessoais e profissionais”.
Apesar da pouca confiança referida anteriormente na capacidade de manter o emprego atual, a Geração Z é, também, a que tem mais confiança na capacidade de encontrar uma nova oportunidade. “70% acreditam que conseguirão fazê-lo nos próximos seis meses, um valor 20 pp superior ao dos Baby Boomers e 14 pp acima da Geração X”. “Isso torna esta geração mais disponível para mudar de emprego sempre que surjam oportunidades mais alinhadas com as suas expectativas de evolução e estabilidade financeira”, acrescenta.
O estudo nota que, “num mercado marcado pela transformação tecnológica, pela pressão financeira e pela incerteza, o verdadeiro desafio passa por reforçar a confiança dos jovens no seu futuro, alavancado pela experiência de trabalho”. “Ao contrário das gerações anteriores, estar satisfeita com a organização não significa, necessariamente, querer construir nela uma carreira de longo prazo”, remata.
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