2 min leitura
Instituições financeiras pedem menos divergências na regulamentação e supervisão bancária entre países europeus
Associação dos Mercados Financeiros Europeus considera que os bancos na Europa enfrentam um “labirinto de regras nacionais, sistemas de garantia de depósitos fragmentados e práticas de supervisão inconsistentes”.
03 Set 2025 - 08:09
2 min leitura
Foto Adobe Stockluaeva
Mais recentes
- Qualidade dos dados é decisiva para transformar IA em confiança
- Fundação “la Caixa” financia 20 projetos portugueses de investigação em saúde com 7,6 milhões
- Reino Unido vai aumentar a tributação dos bancos para equilibrar as contas públicas
- IA obriga empresas a passar da gestão dos dados à governação das decisões
- ‘Fintech’ norueguesa Neonomics angaria 3,57 milhões em nova ronda de financiamento
- Bancos obrigados a reembolsar imediatamente clientes por pagamentos não autorizados, mesmo que exista «negligência grosseira»
Foto Adobe Stockluaeva
A Associação dos Mercados Financeiros Europeus (AFME) acredita que divergências na regulamentação e supervisão bancária entre países europeus prejudicam o potencial de crescimento além das fronteiras nacionais e pede a eliminação de barreiras à concorrência com outras grandes potências.
Num relatório sobre o estado da União Bancária publicado nesta terça-feira, a organização — que representa mais de 150 entidades europeias de serviços financeiros, incluindo grandes bancos — destaca que existem barreiras resultantes, sobretudo, da discricionariedade concedida aos Estados na aplicação das regras da União Europeia (UE).
“Os bancos na Europa enfrentam um labirinto de regras nacionais, sistemas de garantia de depósitos fragmentados e práticas de supervisão inconsistentes. Essa complexidade significa que, por exemplo, potenciais fusões transfronteiriças tornam-se negociações custosas e demoradas, desencorajando a consolidação que poderia tornar o setor mais competitivo”, observa Caroline Liesegang, diretora de Gestão de Capital e Risco da AFME.
O documento destaca que os serviços bancários transfronteiriços na Europa permanecem “mínimos” e que as fusões e aquisições transfronteiriças diminuíram nas últimas duas décadas, limitando a consolidação e os ganhos de eficiência no setor.
A AFME estima que os grupos bancários da UE têm dificuldades para alcançar economias de escala superiores a 450 mil milhões de euros em ativos devido à fragmentação regulatória e às barreiras persistentes, que também prejudicam a competitividade em relação aos concorrentes globais.
Para mitigar os problemas identificados, a organização recomenda a implementação de isenções transfronteiriças, a harmonização das ações dos Estados ao lidar com as exposições de risco de entidades dentro do mesmo grupo e a revisão dos requisitos “para garantir que os bancos europeus permaneçam globalmente competitivos”, entre outras medidas.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- Qualidade dos dados é decisiva para transformar IA em confiança
- Fundação “la Caixa” financia 20 projetos portugueses de investigação em saúde com 7,6 milhões
- Reino Unido vai aumentar a tributação dos bancos para equilibrar as contas públicas
- IA obriga empresas a passar da gestão dos dados à governação das decisões
- ‘Fintech’ norueguesa Neonomics angaria 3,57 milhões em nova ronda de financiamento
- Bancos obrigados a reembolsar imediatamente clientes por pagamentos não autorizados, mesmo que exista «negligência grosseira»