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Santander oferece até 95% da pensão em novo plano de pré-reformas em Espanha

O plano não estabelece uma meta de redução de pessoal, mas cerca de 5000 trabalhadores do Santander em Espanha poderão avaliar a adesão às novas condições.

17 Jul 2026 - 15:39

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Foto: Santander

Foto: Santander

O Banco Santander e os sindicatos acordaram nesta sexta-feira um novo regime de pré-reformas em Espanha que permitirá aos trabalhadores com 55 ou mais anos aderirem voluntariamente ao programa, podendo receber até 95% da pensão, anunciou o sindicato.

De acordo com o CCOO, sindicato maioritário no Santander e no setor bancário espanhol, o plano não estabelece uma meta de redução de pessoal, mas cerca de 5000 trabalhadores do Santander em Espanha poderão avaliar a adesão às novas condições: aproximadamente 3500 já têm 55 anos e outros 1500, atualmente com 53 ou 54 anos, atingirão essa idade durante os três anos de vigência do acordo.

Os sindicatos sublinham, contudo, que o número potencial de elegíveis não corresponde ao número de saídas previstas, uma vez que nem o banco pode prescindir de todos esses trabalhadores, nem todos os funcionários terão interesse em abandonar a atividade. Com base no histórico de cerca de 800 reformas antecipadas anuais no Santander, as estruturas sindicais estimam que o novo regime poderá elevar esse número para cerca de 1000 por ano e resultar entre 2500 e 3000 saídas ao longo dos próximos dois anos e meio.

Numa reunião virtual realizada nesta sexta-feira, 86,34% da representação sindical aprovou a assinatura do acordo, faltando apenas a formalização do documento definitivo.

O CCOO recordou que até agora as pré-reformas eram negociadas individualmente e sem garantia legal, podendo as condições ser alteradas unilateralmente pelo banco. Com a entrada em vigor do novo acordo coletivo, os trabalhadores passarão a beneficiar de um acesso “equitativo e voluntário, com base em critérios objetivos e transparentes” e com condições “garantidas” contratualmente, referiu o sindicato. O processo negocial foi descrito pelo CCOO como “muito difícil” e curto, tendo decorrido em apenas cinco reuniões iniciadas no final do mês passado.

Embora possam vir a receber até 95% da pensão da Segurança Social, o acordo prevê que quem tem entre 55 e 57 anos possa obter 74% do salário e 76% para os maiores de 58 anos. O acordo prevê ainda a criação de uma Comissão de Controlo e Acompanhamento, com participação sindical, para garantir o caráter voluntário das adesões e avaliar o eventual impacto das saídas na carga de trabalho.

Durante as negociações, o CCOO propôs que o programa abrangesse trabalhadores a partir dos 50 anos, mas o Santander rejeitou essa possibilidade, mantendo a idade mínima nos 55 anos.

O sindicato destacou, contudo, que as condições obtidas são mais favoráveis do que as do plano de despedimentos de 2020, justificando a melhoria com o aumento do custo de vida e os resultados recorde apresentados pelo Banco Santander.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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