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João Pedro Oliveira e Costa: “Temos de apostar na industrialização da habitação”
CEO do BPI considera que “estamos numa situação de grande urgência”, que só pode ser resolvida com a construção de 50 mil casas por ano. Se tivesse 20 anos, aquele responsável diz que “pensaria um bocadinho antes de ir para a rua”
02 Nov 2026 - 13:45
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João Pedro Oliveira ceo do BPI | foto diasporaportuguesa
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João Pedro Oliveira ceo do BPI | foto diasporaportuguesa
O CEO do BPI considera que a solução para a crise de falta de habitação que Portugal atravessa passa pela “industrialização da habitação”, que permitiria atingir o objetivo de construir 50 mil novas casas por ano.
“A habitação tem de ser um desígnio nacional e uma das primeiras prioridades do País. A industrialização da construção de habitação tem imensas vantagens. Há várias empresas portuguesas com dimensão para o fazer e que conseguem concretizar os projetos a tempo. A industrialização permite também captar pessoas muito mais qualificadas, e Portugal tem grandes universidades de Engenharia”, referiu o CEO do BPI nesta segunda-feira durante a apresentação dos resultados do 3ª trimestre do banco.
João Pedro Oliveira e Costa adianta ainda que, “a par da industrialização, devemos tratar já dos solos e das zonas onde vamos construir, com a ajuda de algumas garantias que são sempre necessárias para que este tipo de investimentos possa ser feito rapidamente”.
O BPI dispõe de uma dotação de garantia pública de 550 milhões de euros, dos quais já foram utilizados 324 milhões. Para o CEO do banco, “a garantia pública é uma solução de curto prazo, que não tem aumentado o risco dos bancos”.
Aquele responsável considera que o “tempo da análise já acabou. Agora é altura da vontade de agir e concretizar”, acrescentando que a “concretização terá de ser feita através de uma maior cooperação entre todos. Temos de construir mais habitação. Não acredito na reabilitação. É muito diferente construir do que reabilitar”.
Confrontado com a pergunta “Se tivesse 20 anos, ia para o Rossio?”, João Pedro Oliveira e Costa respondeu: “Em primeiro lugar, pensaria se já tinha feito tudo o que estava ao meu alcance para cumprir os meus objetivos, como completar os meus estudos, por exemplo. Depois, sempre fui ensinado a cumprir as regras da sociedade”.
“Sou a favor da liberdade de expressão, mas sempre pensei pela minha cabeça e não pela cabeça dos outros. A sociedade tem de saber ouvir e agir de acordo com as regras. Se eu tivesse 20 anos, pensaria um bocadinho antes de ir para a rua”, acrescentou aquele responsável.
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