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Sindicatos da banca exigem aumentos salariais de 6% na Alemanha

Trabalhadores reclamam proteção do emprego e formação profissional face à utilização da inteligência artificial

02 Nov 2026 - 16:25

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Foto Pexels

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PT50

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Os sindicatos Verdi e DBV, os mais representativos do setor bancário alemão, convocaram paralisações na banca privada para esta segunda-feira, 2 de novembro, data em que está prevista a segunda ronda de negociações coletivas, em Frankfurt. Além dos salários, o conflito abrange a proteção do emprego e a formação profissional face à utilização da inteligência artificial (IA), colocando as condições da transformação tecnológica na agenda laboral do setor.

A convocatória do Verdi, em Frankfurt, abrange trabalhadores do ING, do Deutsche Bank, da PCC Services e do dwp Bank, estando prevista uma concentração junto à torre do Commerzbank. Separadamente, o DBV convocou uma greve de um dia para os trabalhadores do Deutsche Bank abrangidos pelo contrato coletivo da banca privada e para os trabalhadores do ING-DiBa em Frankfurt.

O Verdi exige um aumento salarial de 6% e mais 300 euros mensais para aprendizes e estudantes que conciliam a formação académica com o trabalho, no âmbito de um acordo com a duração de 12 meses. O sindicato pretende também estabelecer regras vinculativas em matéria de proteção do emprego, planeamento de pessoal e qualificação profissional sempre que os bancos introduzam soluções de inteligência artificial ou reorganizem as suas operações.

A primeira ronda negocial, realizada a 8 de outubro, terminou sem que os representantes dos empregadores apresentassem uma proposta salarial. A agência Reuters ouviu a associação patronal AGV Banken, que considerou a exigência salarial demasiado elevada e afirmou estar disponível para apresentar uma proposta caso as negociações se concentrassem exclusivamente na remuneração. O conflito abrange cerca de 150 mil trabalhadores.

Os empregadores invocaram ainda a incerteza económica e geopolítica, bem como o aumento das insolvências empresariais, como fatores de pressão sobre a atividade bancária. Em contrapartida, o sindicato destaca os resultados alcançados pelo setor e reclama que os trabalhadores beneficiem também desses ganhos.

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