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Lagarde de saída de Frankfurt e a caminho de Davos

Presidente do BCE diz estar “pronta para servir” na cúpula do Fórum Económico Mundial

24 Ago 2026 - 13:56

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Christine Lagarde, presidente do BCE em Davos: "a Europa precisa de unidade mais do que nunca!"/Foto: Fórum Económico Mundial

Christine Lagarde, presidente do BCE em Davos: "a Europa precisa de unidade mais do que nunca!"/Foto: Fórum Económico Mundial

Com o regresso de Christine Lagarde a ser assinalado na semana passada numa reunião do Fórum Económico Mundial na Suíça, regressaram também os rumores de que a presidente do Banco Central Europeu (BCE) poderá sair antes do fim do seu mandato, que termina em outubro de 2027.

No passado dia 19, Lagarde esteve presente num painel de discussão intitulado “Perspetiva Económica Global”, integrado na reunião do Conselho Internacional de Negócios (IBC) do Fórum Económico Mundial, em Genebra. Nesse mesmo dia, realizou-se uma reunião do Conselho de Administração do Fórum Económico Mundial, onde foi abordada a questão da sucessão de Larry Fink, fundador da BlackRock, e André Hoffmann, vice-presidente da Roche.

Foi o presidente de Singapura, Tharman Shanmugaratnam, que colocou em cima da mesa a questão da sucessão na liderança do Fórum, atualmente nas mãos de Larry Fink, presidente executivo da BlackRock, e André Hoffmann, vice-presidente da Roche.

Shanmugaratnam apontou diretamente para Lagarde, que integra o conselho e estava presente na sala, como a sua favorita para ocupar o cargo. Durante a reunião, foram feitas várias referências à líder do BCE como «possível candidata». No entanto, a questão continua em aberto, enquanto está decidido que Fink e Hoffmann presidirão à próxima reunião anual do Fórum, prevista para janeiro de 2027.

Segundo o jornal suíço Neue Zürcher Zeitung, quando o seu nome foi mencionado, Lagarde terá respondido que estava “pronta para servir”.

A presidente do BCE também já deixou entrever a possibilidade de abandonar antecipadamente a instituição europeia para participar no debate político em França em 2027, ano em que as eleições presidenciais terão lugar durante o mês de abril.

Ainda assim, a presidente do BCE condicionou a sua saída da instituição europeia ao controlo da inflação, num contexto marcado pelas consequências decorrentes da guerra no Irão.

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