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Seguros sofrem perdas de 103,5 milhões de euros com eventos extremos da natureza em 2025
Tempestade Martinho, a mais grave do ano passado, provocou perdas de 56 milhões de euros. Em 2026, o comboio de tempestades entre 27 de janeiro e 13 de fevereiro gerou 1.300 milhões de euros de perdas
24 Ago 2026 - 15:00
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Primeiro-ministro Luís Montenegro visita concelhos afetados pela tempestade Kristin, 29 janeiro 2026 | Foto: Gonçalo Borges Dias/GPM
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Primeiro-ministro Luís Montenegro visita concelhos afetados pela tempestade Kristin, 29 janeiro 2026 | Foto: Gonçalo Borges Dias/GPM
O ano de 2025 registou mais de 47,8 mil processos de sinistro associados a eventos extremos, com um custo global para as seguradoras de 103,5 milhões de euros, segundo revelou esta segunda-feira a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), em comunicado.
Só a tempestade Martinho, ocorrida em março de 2025, originou mais de 25,8 mil sinistros e perdas seguras superiores a 56 milhões de euros, tornando-se o evento isolado mais oneroso do ano para o setor segurador.
A tempestade Kirk, em novembro, provocou cerca de 8 mil sinistros e perdas superiores a 20,8 milhões de euros.
Embora importantes, estes valores são irrisórios quando comparados com as perdas causadas pelo comboio de tempestades que atingiu o nosso país este ano, entre 27 de janeiro e 13 de fevereiro, e do qual resultaram mais de 205 mil sinistros participados, com danos indemnizáveis na ordem dos 1.300 milhões de euros.
Ao nível dos ramos mais afetados em 2025, o destaque vai para o ramo Incêndio e Outros Danos, responsável por 89,2% das perdas seguras, num total de cerca de 92,3 milhões de euros.
O ramo Automóvel, por sua vez, registou perdas de 5,9 milhões de euros, principalmente associadas à cobertura de fenómenos da natureza em danos próprios.
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