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Lucro do Bankinter cresce 11% até setembro para 901 milhões
Em Portugal, o Bankinter alcançou um lucro antes de impostos de 178 milhões, subindo 13% face ao ano anterior.
22 Out 2026 - 09:40
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Gloria Ortiz CEO do Bankinter | Foto Bankinter
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Gloria Ortiz CEO do Bankinter | Foto Bankinter
O Bankinter, presente em Portugal, reportou um lucro de 901 milhões de euros até setembro, mais 11% do que no mesmo período de 2025, anunciou nesta quinta-feira o grupo financeiro espanhol. O resultado antes de pagar impostos ascendeu a 1,27 mil milhões de euros, um aumento de 10,8% comparando com os primeiros nove meses do ano passado, comunicou o grupo Bankinter à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Espanha.
Em Portugal, onde o Bankinter está desde 2016, o resultado antes do pagamento de impostos foi 178 milhões de euros, um aumento de 13% comparando com os três primeiros trimestres de 2025, revelou o banco, em comunicado. Ainda em Portugal, a carteira de crédito ascendeu a 12 mil milhões de euros no mesmo período (mais 9% do que em 2025) e o património dos clientes gerido pelo banco cresceu 18%, para 21 mil milhões de euros.
A margem bruta (que reflete todas as receitas) em Portugal cresceu 12% até setembro para um total de 302 milhões. Tanto a margem financeira como a receita com comissões líquidas cresceram 13%, para 240 milhões e 67 milhões, respetivamente.
Questionado sobre a exposição do Bankinter Portugal à dívida pública, o banco esclareceu que a unidade local não tem carteira própria.
Em relação à utilização da garantia pública para a habitação em Portugal, o Bankinter revela que a utilização da verba que lhe foi atribuída está em 75% e confirma que, quando chegar ao limite, irá pedir mais.
Já a nível global, a margem bruta de todo o grupo Bankinter chegou aos 2,4 mil milhões de euros entre janeiro e setembro, mais 6,49% do que no ano passado.
A margem financeira do Bankinter cresceu 5,68% no mesmo período, para 1,76 mil milhões de euros. Já a receita de comissões líquidas subiu 13% para 651 milhões. Por outro lado, as receitas enquadradas como “outros” passaram de 8 milhões para um prejuízo de 15 milhões.
No que diz respeito às despesas operacionais, o grupo registou um crescimento homólogo de 2% para 834 milhões. Em Portugal, as despesas registaram um aumento maior, de 10%, atingindo 98 milhões. Apesar da subida, o banco conseguiu melhorar o rácio de eficiência em 0,5 pontos percentuais para 32%. Já o rácio de eficiência do grupo nestes primeiros nove meses fixou-se em 34,8%, abaixo dos 36,1% do ano de 2025.
Quanto à rentabilidade grupo, o ROE situou-se em 19,2% no final do terceiro trimestre. Já o rácio CET1 ascendeu a 13,2%, mais 0,5 pontos percentuais do que no final de dezembro de 2025.
O Bankinter teve lucros de 1,09 mil milhões de euros em 2025, mais 14,4% do que em 2024.
LAA com Lusa
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