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Mais de um terço dos portugueses vai adiar novos investimentos devido à inflação e incerteza económica
Segundo um estudo da XTB, quase duas em cada três pessoas perdeu capacidade de poupança no último ano.
05 Out 2026 - 09:41
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Foto UnsplashIbrahim Boran
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A inflação e a incerteza económica atual estão a obrigar os portugueses a gerir os seus orçamentos de forma diferente. Mais de um terço das pessoas (36%) indica que vai adiar novos investimentos das suas poupanças “até que haja maior clareza económica a nível de inflação e taxas de juro”.
Os resultados são de um estudo da XTB, conduzido pela TGM Market Research Institute. Foram inquiridas 1001 pessoas.
Tendo em conta o contexto económico atual, “a maioria dos portugueses está a adotar uma postura de precaução e adversa a novos investimentos”, adianta a instituição em comunicado. Além dos que tencionam adiar investimentos, outro terço dos portugueses (34%) mantém o seu dinheiro em contas correntes ou a prazo para garantir liquidez.
Quando questionados sobre as razões que levam a adiar as decisões financeiras, a maioria das pessoas (56%) indica a inflação dos bens essenciais, como a alimentação e a energia. O peso dos empréstimos e crédito à habitação é referido por 15,8%, enquanto a incerteza económica e geopolítica e o receio de perder o capital investido são apontados por 10,2% e 5%, respetivamente.
Existem ainda 12,6% que consideram os seus planos atuais de poupança e investimento suficientes.
Estas alterações surgem numa altura em que a capacidade de poupança dos portugueses caiu. Quase duas em cada três pessoas revelam ter perdido capacidade de poupança de forma ligeira ou acentuada em relação ao ano passado, segundo o estudo da XTB.
Apesar de 56% dos jovens terem admitido uma perda da capacidade de poupança no último ano, os mais novos, na faixa etária dos 18 aos 24 anos, “apresentam uma maior confiança no futuro, com a maioria a prever a concretização dos seus objetivos de vida”.
O diretor da XTB Portugal, Eduardo Silva, considera que a perda de capacidade de poupança por parte da maioria da população é “bastante preocupante e ameaça diretamente a estabilidade financeira e a qualidade de vida dos inquiridos”. Esta situação, sublinha, resulta numa perda de poder de compra das pessoas, devido ao adiamento dos investimentos.
“Fomentar a literacia financeira é essencial para que mais consumidores se protejam de forma informada e responsável e que consigam colocar o seu dinheiro a trabalhar para assegurar os seus objetivos de vida”, remata.
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