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Quatro em cada cinco portugueses pondera adiar a reforma para garantir estabilidade financeira

Um estudo da XTB indica que o peso de pessoas que considera "muito provável" adiar a reforma fica mais elevado nas camadas mais jovens, atingindo 42,8% na faixa dos 25 aos 34.

04 Out 2026 - 10:23

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Foto Unsplash

Autor

Luís Alves Almeida

Jornalista

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A larga maioria dos portugueses pondera adiar a sua reforma, de maneira a manter a sua estabilidade financeira e qualidade de vida. São mais de quatro em cada cinco aqueles que se encontram nesta situação. De forma mais precisa, 83%.

Os resultados são de um estudo da TGM Market Research Institute para a XTB. O inquérito foi feito a 1001 pessoas, adianta a empresa em comunicado.

As respostas são menos animadoras quanto mais jovens são as pessoas. De acordo com os resultados do estudo, a quantidade de pessoas que consideram “muito provável” adiar a reforma chega aos 42,8% na faixa dos 25 aos 34 anos, 42% dos 35 aos 44 e 40,6% dos 18 aos 24. Na idade dos 45 aos 54, 32,8% indica que é “muito provável”, enquanto, entre as pessoas com mais de 55 anos, o valor fica em 27,7%.

Para a resposta “é uma possibilidade”, a variação é bastante menor. 42,7% dos inquiridos que têm entre 18 e 24 anos indicaram esta opção e 45,7% dos que têm entre 25 e 44 também. O máximo dá-se no intervalo dos 45 aos 54, onde 48,6% aponta esta opção. Nas pessoas com mais de 55 anos, são 47,3% os que responderam “é uma possibilidade”.

O peso dos que recusaram a hipótese de adiar a reforma não apresenta uma tendência clara. Entre a faixa etária acima dos 55 anos, 25% rejeita adiar a reforma, baixando para 18,5% dos 45 aos 54 e 16,7% dos 18 aos 24. 12,3% das pessoas dos 35 aos 44 não pretende reformar-se mais cedo e, entre os que têm de 25 a 34, o valor baixa para 11,6%.

O estudo conclui ainda que 41% dos portugueses não está muito ou nada confiante que vai conseguir manter a qualidade de vida com as poupanças e investimentos atuais, “o que poderá colocar em causa objetivos de vida como a compra de casa ou alcançar a independência financeira”. Por outro lado, um terço dos inquiridos mantém alguma confiança em garantir a estabilidade financeira, mas receia que a inflação venha a corroer o poder de compra no futuro.

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