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Millennium BCP não vê impactos da guerra na rentabilidade dos negócios dos clientes

Miguel Bragança, CFO da instituição, reconhece que alguns investimentos já foram adiados.

07 Mai 2026 - 13:38

2 min leitura

Foto: Millennium bcp

Foto: Millennium bcp

O Millennium BCP ainda não vê impactos da guerra no Médio Oriente na rentabilidade do negócio dos seus clientes, apontando o peso das energias renováveis na produção energética portuguesa como um “motivo de conforto”.

“Ainda não estamos a ver qualquer impacto material da crise no que diz respeito à rentabilidade do negócio dos nossos clientes. Até agora, isso não está a acontecer”, afirmou o administrador financeiro do Millennium BCP, Miguel Bragança, numa ‘call’ com analistas.

“O facto de Portugal ter uma grande parte da sua energia proveniente de fontes renováveis é, para nós, motivo de conforto”, acrescentou, salientando que Portugal tem uma dependência limitada das importações de petróleo e gás provenientes do Golfo Pérsico, cuja exportação está a ser afetada devido ao bloqueio do estreito de Ormuz.

O responsável admitiu que, se a guerra travada pelos Estados Unidos e por Israel contra a República Islâmica do Irão se prolongar, “o impacto pode ser exponencial”.

“Se houver um problema, diria que, provavelmente, a nossa economia sofrerá muito menos do que outras economias. Mas é claro que, se a situação se mantiver durante muito tempo, o mundo inteiro irá sofrer”, afirmou.

No segmento empresarial, o Millennium BCP antecipa um crescimento de um dígito médio na contratação de crédito por parte das empresas, embora mantenha a expectativa de alguma volatilidade, reconhecendo que alguns investimentos já foram adiados.

O banco apresentou, na quarta-feira, lucros de 305,8 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 25,6% do que nos primeiros três meses de 2025.

Agência Lusa
Editado por Jornal PT50

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