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Miranda Sarmento realça “diversificação” da banca nacional na assinatura do acordo de venda do Novo Banco
A venda do Novo Banco avança com a assinatura do acordo entre o Ministério das Finanças e o grupo francês BPCE. FdR destaca os quase 2 mil milhões recuperados pelo Estado.
29 Out 2025 - 12:36
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Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento (ao centro) e Nicolas Namias, CEO do Grupo BPCE (dir.)
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Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento (ao centro) e Nicolas Namias, CEO do Grupo BPCE (dir.)
A venda do Novo Banco continua a avançar. Desta feita, foram o Ministério das Finanças e o Fundo de Resolução a assinar o acordo de venda do banco com o grupo francês BPCE e a acionista maioritária do banco, a Nani Holdings – detida pela Lone Star Funds. Na cerimónia de assinatura, que decorreu nesta quarta-feira, esteve o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, que sublinhou que “esta operação reforça a diversificação do sistema bancário nacional”.
O ministro considerou ainda que esta aquisição pelo BPCE evita “concentrações excessivas” e assegura o “equilíbrio e a competitividade do mercado financeiro português”. Em relação à concentração bancária, Miranda Sarmento fazia referência à possibilidade de o banco ser vendido ao espanhol CaixaBank, que, por sua vez, já detém o BPI. O ministro já tinha demonstrado no passado a sua aversão a uma maior presença espanhola na banca nacional.
Paralelamente, o Fundo de Resolução (FdR) destaca, em comunicado, que este acordo permite ao Estado recuperar uma parte “significativa dos fundos públicos utilizados na reestruturação do Novo Banco”. Segundo a instituição, o Estado português, entre o valor da venda e os dividendos desbloqueados, vai conseguir reaver perto de 2 mil milhões dos fundos injetados.
O FdR salienta ainda que a compra do Novo Banco pelo BPCE “reflete o progresso alcançado pelo setor bancário português nos últimos anos, que hoje se encontra numa posição sólida e de estabilidade, e representa para Portugal um sinal de confiança no nosso país e na economia nacional, sendo uma mais-valia no apoio e financiamento aos cidadãos e às empresas portuguesas”. Também Miranda Sarmento salientou precisamente a recuperação dos fundos públicos, bem como o financiamento às empresas e cidadãos que esta operação traz.
O BPCE torna-se, assim, o acionista único do Novo Banco, adquirindo os 75% da Nani Holdings, bem como os 11,5% do Ministério das Finanças e os 13,5% do Fundo de Resolução. A venda foi anunciada a 13 de junho, com o antigo BES a ser vendido ao quarto maior grupo bancário europeu por 6,4 mil milhões.
Ao mesmo tempo que decorria a cerimónia de assinatura, o Novo Banco estava a ser alvo de buscas pela polícia judiciária.
Com Lusa
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