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Não serão os salários a pressionar a inflação até ao fim do ano
Indicador salarial do Banco Central Europeu permanece praticamente inalterado. Crescimento dos ordenados ficará nos 2,6% até ao fim do ano, contra os 3% registados em 2025
17 Jun 2026 - 11:30
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Trabalhadores no escritórioFoto Unsplash
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Trabalhadores no escritórioFoto Unsplash
Não será através dos salários que surgirá pressão sobre a inflação. Segundo o indicador salarial do Banco Central Europeu (BCE), divulgado nesta quarta-feira, e sem considerar os pagamentos extraordinários, o crescimento salarial negociado deverá situar-se nos 3% em 2025 e nos 2,6% em 2026.
Já o indicador salarial que exclui os pagamentos extraordinários aponta para uma desaceleração do crescimento salarial negociado, passando de 3,8% em 2025 para 2,6% em 2026.
Para o corrente ano, o indicador salarial do BCE apresenta uma média de 1,8% no primeiro trimestre, 2,1% no segundo trimestre e 2,6% no terceiro e quarto trimestres. “Esse aumento ao longo do ano reflete o enfraquecimento do efeito mecânico de baixa causado por grandes pagamentos extraordinários realizados em 2024, mas não em 2025. Espera-se que esse efeito mecânico praticamente desapareça ao longo de 2026 no indicador geral”, refere a instituição liderada por Christine Lagarde.
O indicador salarial do BCE, sem considerar os pagamentos extraordinários, reflete uma perspetiva mais estável do que nos anos anteriores relativamente ao crescimento dos salários negociados em 2026, com uma média de 2,9% no primeiro trimestre, 2,6% no segundo trimestre e 2,5% no terceiro e quarto trimestres.
A previsão é de que o indicador salarial, excluindo os pagamentos extraordinários, continue a oscilar em torno dos 2,6% em 2026 (média de 2,7% no primeiro trimestre e 2,6% no restante ano), indicando uma dinâmica mais moderada nos salários-base negociados face aos últimos anos.
Segundo o BCE, “o horizonte prospetivo do indicador salarial permanece inalterado até dezembro de 2026”.
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