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Número de empresas não financeiras em Portugal subiu 52,5% entre 2006 e 2025

Dados do Banco de Portugal mostram que a Grande Lisboa concentra menos empresas, pessoas e volume de negócios nos dias de hoje.

06 Out 2026 - 12:15

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Foto Banco de Portugal

Foto Banco de Portugal

O Banco de Portugal revelou, nesta terça-feira, os dados que ilustram o panorama empresarial português e a sua evolução entre 2006 e 2025. Neste período de tempo, o número de empresas não financeiras no país subiu 52,5%, passando de 366 311 para 558 722.

De acordo com o banco central, “o número de empresas aumentou de forma sustentada ao longo do período, demonstrando resiliência aos vários episódios de crise”. O ritmo de crescimento aumentou depois da pandemia.

Já a quantidade de pessoas empregadas no país cresceu 44% nestes anos. No final de 2025, o total ascendia a 3,78 milhões. Ao contrário da criação de empresas, “o emprego revelou maior sensibilidade aos ciclos económicos”. Houve reduções durante a crise financeira, o programa de ajustamento e a pandemia, aponta.

Olhando para o volume de negócios, é possível averiguar que este subiu 86%, em termos nominais, para 577 mil milhões de euros. “Após as quedas associadas aos vários episódios de crise, subiu acentuadamente nos anos mais recentes”, caracteriza o banco central. Em percentagem do PIB, o valor manteve-se igual em 2006 e 2025, fixando-se em 187%. Ainda assim, oscilou entre 174%, em 2016, e 211%, em 2012, o que se deve aos “diferentes ritmos de crescimento da atividade empresarial e da economia ao longo do ciclo económico”.

A rendibilidade das empresas mantém-se em “níveis historicamente elevados”, mas tem vindo a recuar após os máximos de 2022 e 2023. A rendibilidade do ativo em 2025 foi de 9,2%, enquanto a rendibilidade dos capitais próprios se situou em 9,1%.

Já a autonomia financeira das empresas está a crescer, devido ao incremento dos capitais próprios. A trajetória tem vindo a subir desde 2014, adianta o Banco de Portugal, tendo subido de 44,4% para 45,3% entre 2024 e 2025.

Lisboa concentra menos empresas, pessoas e negócio

Desde 2006, a Grande Lisboa tem vindo a perder peso em vários aspetos. Os dados revelados pelo Banco de Portugal demonstram que a capital perdeu 0,5 pontos percentuais (pp) no que diz respeito à proporção de empresas lá sediadas. Também a Madeira e Leiria perderam peso na mesma medida, enquanto a Lezíria do Tejo e Coimbra caíram 0,3 pp.

No sentido inverso, o Cávado subiu 0,8 pp e o Algarve, o Tâmega e Sousa e os Açores cresceram 0,3 pp cada.

Na distribuição da população empregada, a evolução foi semelhante. A Grande Lisboa concentra menos pessoas, caindo 0,7 pp e o Ave baixa 0,6 pp. Já o Médio Tejo e Leiria caem 0,4 pp. Pelo contrário, a Área Metropolitana do Porto e o Algarve registaram um reforço de 0,8 pp cada, enquanto o Alentejo Litoral subiu 0,5 pp e o Cávado 0,3 pp.

Olhando para a distribuição regional do volume de negócios, existe uma “redução da importância relativa da Grande Lisboa”, cujo peso caiu 6,1 pp. Já a Madeira registou uma quebra de 0,6 pp. O Cávado surge de novo em crescimento, com mais 0,9 pp. Seguem-se a Área Metropolitana do Porto, Aveiro e Coimbra, com 0,8 pp, 0,6 pp e 0,5 pp, respetivamente.

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