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Observatório do Imobiliário do Doutor Finanças regista ligeira quebra no preço das casas entre janeiro e março
Preço médio das casas baixou 0,4% entre janeiro e março, de acordo com o Doutor Finanças. Tempo médio de espera de venda dos imóveis "aumentou de forma significativa".
13 Abr 2026 - 16:24
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O preço médio das casas registou uma ligeira quebra entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Observatório do Imobiliário do Doutor Finanças. Segundo os dados revelados, o valor médio nacional fixou-se em 3633 euros por metro quadrado em março, o que configura uma descida de 0,4% face ao primeiro mês do ano.
“Apesar desta estabilização nos preços, os dados mostram que o mercado está a abrandar”, alerta a empresa em comunicado. O Doutor Finanças informa que o tempo médio de espera de venda dos imóveis “aumentou de forma significativa” nos primeiros três meses do ano, passando para 125 dias no caso das moradias e 177 dias no dos apartamentos. Isto corresponde a subidas de 20% e 48%, respetivamente.
Uma outra tendência destacada pelo Doutor Finanças diz respeito à discrepância entre os preços das moradias e os dos apartamentos. “Em quase todo o país, as moradias apresentam valores por metro quadrado inferiores aos dos apartamentos, refletindo diferenças na localização, densidade urbana e perfil da procura”, sublinha. Na capital, por exemplo, o preço médio dos apartamentos ascendeu a 5628 euros por metro quadrado, enquanto as moradias se ficam pelos 4650 euros por metro quadrado.
Apesar da diminuição do preço médio, a oferta de casas no mercado também se reduziu, com o número de imóveis no mercado a cair 2,6% para 73 683. “O valor do ‘stock’ habitacional também recuou, fixando-se nos 43,7 mil milhões de euros, menos 3,6% do que no início do ano”, aponta.
No que toca ao nível de acessibilidade, de acordo com o Doutor Finanças, “os dados apontam para uma ligeira melhoria. O Índice de Acessibilidade Habitacional passou de 1,91 para 1,93 no caso de um casal que pretenda adquirir um apartamento T2, refletindo um contexto de maior estabilidade nas taxas de juro”. “Ainda assim, o esforço financeiro continua elevado: em média, um casal necessita de cerca de metade do seu rendimento para fazer face à prestação média mensal do crédito habitação, valor que pode atingir cerca de 70% em regiões como a Madeira”, avisa.
O Doutor Finanças alerta que, “com menos casas à venda, os preços resistem a descidas mais significativas e o arrendamento mantém-se elevado, refletindo um desequilíbrio que continua por resolver”.
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