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Presidente do BEI apela à cooperação perante uma nova ordem mundial

A presidente do BEI anunciou ainda que vai assinar protocolos com o Banco Mundial relacionados com as várias prioridades da instituição e com aquilo que considera que devem ser os valores europeus.

15 Abr 2026 - 11:35

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Nadia Calvino, Presidente do BEI/Fonte: BEI

Nadia Calvino, Presidente do BEI/Fonte: BEI

A presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), Nadia Calviño, defendeu, nesta terça-feira a cooperação entre países e instituições como forma de responder aos conflitos geopolíticos que estão a decorrer. “Eu acho que é em momentos como este que é mais importante do que nunca desenhar e fazer as pessoas ver que existe outro caminho em frente”, reitera.

Calviño, que está nas reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial, reforçou a necessidade de cooperação anunciando que o BEI vai assinar vários protocolos nesta semana relacionados com as várias prioridades da instituição e com aquilo que considera que devem ser os valores europeus. Estes vão desde a adesão ao Water Forward Initiative a um centro de produção de vacinas na África do Sul.

Estes acordos vão ser levados a cabo com o Banco Mundial, mas a presidente do banco de investimento da União Europeia reforça que pretende trazer o setor privado para estes objetivos. “A cooperação deve-se traduzir em impacto sistémico com escala”, acredita, e argumenta que, “num mundo em rápidas mudanças, precisamos de sistemas que operem de forma eficiente. E isto requer mais do que apenas recursos públicos”.

Neste sentido, Nadia Calviño sublinha que analisar as bases de dados dos mercados emergentes é importante, pois estes “revelam uma realidade muito significativa”. “As taxas de incumprimento em mercados emergentes são comparáveis às das economias avançadas e as taxas de recuperação são muitas vezes superiores. E isso é uma mensagem muito importante para mobilizar o setor privado, o investimento privado, e impulsionar desenvolvimento e progresso no mundo”, realça.

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