3 min leitura
Oposição pede ao Parlamento do Paraguai destituição do Presidente devido à crise bancária
Para lançar formalmente um processo de destituição, o pedido deve ser aprovado por 53 dos 80 deputados, numa câmara baixa onde o partido do presidente Peña, no poder desde 2023, detém a maioria.
05 Nov 2026 - 10:39
3 min leitura
Foto Ueno Bank
Mais recentes
- Lucros do Commerzbank sobem 41,4% para 2,67 mil milhões até setembro
- BCE já estuda pagamentos com euros digitais em serviços públicos
- Portugueses são 7.ª população da UE que mais sente aumento do custo de vida
- Bancos centrais da CPLP lançam rede para reforçar cooperação e partilhar informação
- Fisco esclarece a aplicação da isenção de IVA aos intermediários de crédito
- Fintechs globais apostam em conveniência e confiança – A expansão europeia e o apoio público nos EUA moldam o futuro financeiro
Foto Ueno Bank
Deputados da oposição no Paraguai apresentaram quarta-feira no Parlamento um pedido de destituição do presidente Santiago Peña, um dia após a crise que obrigou o Banco Central a assumir o controlo de um banco, ligado ao chefe de Estado. O deputado Mauricio Espinola, dissidente do partido conservador no poder, confirmou à agência de notícias francesa AFP que o pedido reuniu as 35 assinaturas de parlamentares necessárias e foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados. Entretanto, foi convocada uma sessão extraordinária para quinta-feira de manhã.
Para lançar formalmente um processo de destituição, o pedido deve ser aprovado por 53 dos 80 deputados, numa câmara baixa onde o partido do presidente Peña, no poder desde 2023, detém a maioria, embora tenha enfrentado dissidências internas.
Se for aprovado, cabe depois ao Senado pronunciar-se sobre a acusação e sobre a própria destituição. Esta exigiria o voto de 30 dos 45 senadores.
A crise começou na terça-feira com a tomada de controlo pelo Banco Central do Paraguai (BCP) de um importante banco do país, o Ueno Bank, que afirma ter 2,94 milhões de clientes, e que privou milhões de aforradores de acesso imediato aos seus depósitos. Na sequência, o presidente do BCP, Carlos Carvallo, que antes tinha dirigido o Ueno, assumindo mais tarde a liderança do Banco Central, em 2023, anunciou a sua demissão, exigida pelo presidente Peña.
Ao longo de terça-feira, formaram-se filas em Assunção em frente às agências do Ueno Bank, com os aforradores a tentar levantar o seu dinheiro. Manifestantes reuniram-se depois no centro da capital, com cartazes exigindo um “processo de destituição de Santi Peña”.
O chefe de Estado de 47 anos, ex-ministro das Finanças, foi no passado ligado ao Ueno: até 2025, detinha ações, adquiridas antes da sua presidência, numa holding que controlava este banco.
Num vídeo Publicado hoje na rede social X, o presidente do Paraguai enviou uma “mensagem de serenidade” aos paraguaios. “O sistema financeiro é sólido. Além disso, dispõe de instituições e mecanismos de proteção”, garantiu. O chefe de Estado também anunciou ter nomeado um novo presidente para o Banco Central.
A crise da Ueno “não foi um acidente”, acusou o deputado Espínola. “É um fracasso do governo do presidente Santiago Peña e da direção do Banco Central. Os sinais eram visíveis desde 2024, um banco que crescia a uma velocidade que nenhum banco saudável conhece”, afirmou.
O pedido de destituição apresentado por deputados da oposição também se dirige ao vice-presidente Pedro Alliana, que Santiago Peña tinha apoiado para o suceder na presidência prevista para 2028.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- Lucros do Commerzbank sobem 41,4% para 2,67 mil milhões até setembro
- BCE já estuda pagamentos com euros digitais em serviços públicos
- Oposição pede ao Parlamento do Paraguai destituição do Presidente devido à crise bancária
- Portugueses são 7.ª população da UE que mais sente aumento do custo de vida
- Bancos centrais da CPLP lançam rede para reforçar cooperação e partilhar informação
- Fisco esclarece a aplicação da isenção de IVA aos intermediários de crédito