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Paulo Macedo: 2025 terá sido o último em que CGD teve lucros acima da Revolut
O CEO da CGD reiterou ainda que o banco tem obrigações sociais, por ser de capital público, mas isso não implica aceitar o crédito que outros "não querem" ou ter lucros baixos.
18 Jun 2026 - 17:17
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Paulo Macedo, CEO da CGD | Foto:
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Paulo Macedo, CEO da CGD | Foto:
O CEO da Caixa Geral de Depósitos (CGD) disse nesta quinta-feira que o ano de 2025 deverá ter sido o último em que o banco público teve lucros superiores à Revolut, o banco digital que opera em todo o mundo. “O ano de 2025, se calhar, foi o último ano que a CGD teve lucros superiores à Revolut, nunca mais vai ter na vida”, disse Paulo Macedo no almoço-debate promovido pela Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), em Lisboa, em que foi orador.
Macedo elogiou o trabalho que a CGD tem feito e disse que este mês provavelmente o banco emprestará 700 milhões de euros em crédito à habitação, considerando-o um valor muito significativo. Contudo, para o gestor, é quando as coisas estão “a correr bem” numa empresa que se devem fazer mudanças, que “tem de se estar inquieto”, para que se mantenha líder e não seja ultrapassada pelos concorrentes.
Paulo Macedo vincou que o papel da CGD é remunerar o capital aí colocado pelo Estado, com dinheiro dos contribuintes, pelo que tem obrigações sociais (caso de cobertura da rede no país), mas não lhe cabe “fazer o crédito que os outros não querem” nem “dar lucro baixinho”. “Se a CGD desse 200 milhões de euros de lucro, isso significava que a rentabilidade era menos de 2% e mais valia investir em certificados de aforro”, disse, referindo-se ao capital investido no banco público de 11 mil milhões de euros.
Em 2025, a CGD teve lucros históricos de 1,9 mil milhões de euros. Em fevereiro, na apresentação destes resultados, Macedo tinha dito que os elevados resultados registados pelo banco em 2025 seriam difíceis de repetir, mas que espera manter lucros superiores a mil milhões de euros. Ainda assim, o gestor (e ex-ministro da Saúde do Governo PSD/CDS-PP) considerou que espera que a CGD mantenha “resultados substanciais” nos próximos anos.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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