2 min leitura
Sociedade criada no âmbito da resolução do Banif devolveu 186,3 milhões de euros de uma fatura de 489 milhões suportada pelo Fundo de Resolução
Fim do banco liderado por Horácio Roque custou ao Estado mais de 2,2 mil milhões de euros
18 Jun 2026 - 12:04
2 min leitura
O Banif viu aplicada a medida de Resolução em dezembro de 2015
Mais recentes
- Sociedade criada no âmbito da resolução do Banif devolveu 186,3 milhões de euros de uma fatura de 489 milhões suportada pelo Fundo de Resolução
- Bancos centrais da Suíça e Noruega mantêm taxas de juro
- HSBC multado em 21,1 milhões de euros por falhar na proteção dos seus clientes contra esquemas de ‘spoofing’ na Austrália
- Lucros do banco moçambicano estatal BNI mais do que duplicaram em 2025 para 2,1 milhões
- Agenda da semana: o que não pode perder na banca e sistema financeiro
- Instituições financeiras comunicaram à PJ 4.628 operações suspeitas em 2025
O Banif viu aplicada a medida de Resolução em dezembro de 2015
O Fundo de Resolução, que detém 100% do capital da Oitante — sociedade-veículo de gestão de ativos criada para administrar o património do Banif — revelou, nesta quinta-feira, que aprovou, na reunião da Assembleia-Geral da Oitante realizada na véspera, o relatório e contas daquela sociedade relativo ao exercício de 2025.
Em 2025, a Oitante registou um resultado líquido de 20,3 milhões de euros, cumprindo o décimo ano consecutivo com resultados positivos.
“Na Assembleia-Geral da Oitante foi ainda aprovada a distribuição ao Fundo de Resolução de um dividendo de 10,1 milhões de euros, antes de impostos. Com o pagamento deste dividendo, o montante distribuído ao Fundo de Resolução, desde a constituição da Oitante, totalizará 186,3 milhões de euros, antes de impostos”, refere o comunicado.
Na Assembleia-Geral ficou ainda prevista a possibilidade de ser realizada uma nova distribuição ao Fundo de Resolução no final do ano.
Os valores obtidos e a receber pelo Fundo de Resolução, em resultado da sua participação no capital da Oitante, contribuirão para a redução dos prejuízos de 489 milhões de euros suportados por este Fundo no âmbito da resolução do Banif. Estes montantes serão utilizados para o reembolso da dívida do próprio Fundo de Resolução, nomeadamente perante o Estado.
Recorde-se que o fim do Banco Internacional do Funchal (Banif), liderado pelo comendador Horácio Roque, ocorreu a 20 de dezembro de 2015, quando o Banco de Portugal decidiu aplicar uma medida de resolução à instituição financeira.
O custo dessa medida para o Estado português ascendeu a 2,2 mil milhões de euros: 1,766 mil milhões de euros através de uma injeção direta do Estado português (via Orçamento do Estado) e 489 milhões de euros através de apoio financeiro do Fundo de Resolução, financiado também com recurso a um empréstimo do Estado.
O banco acabou por ser vendido ao Santander Totta por 150 milhões de euros.
Mais recentes
- Sociedade criada no âmbito da resolução do Banif devolveu 186,3 milhões de euros de uma fatura de 489 milhões suportada pelo Fundo de Resolução
- Bancos centrais da Suíça e Noruega mantêm taxas de juro
- HSBC multado em 21,1 milhões de euros por falhar na proteção dos seus clientes contra esquemas de ‘spoofing’ na Austrália
- Lucros do banco moçambicano estatal BNI mais do que duplicaram em 2025 para 2,1 milhões
- Agenda da semana: o que não pode perder na banca e sistema financeiro
- Instituições financeiras comunicaram à PJ 4.628 operações suspeitas em 2025