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Paulo Macedo defende subida dos salários dos dirigentes da Administração Pública

Presidente da Caixa Geral de Depósitos aufere 30 mil euros por mês

18 Jun 2026 - 16:23

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Paulo Macedo, CEO da CGD | Foto: CGD

Paulo Macedo, CEO da CGD | Foto: CGD

O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) afirmou nesta quinta-feira, em Lisboa, que é necessário aumentar os salários dos dirigentes da Administração Pública e que estes não devem continuar a ter como referência as remunerações dos políticos.

“Quando dizemos mal da Administração Pública, temos de saber se estamos disponíveis para pagar mais aos dirigentes”, disse Paulo Macedo numa intervenção no final de um almoço-debate organizado pela Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), em Lisboa.

Paulo Macedo afirmou ainda que os salários dos cargos políticos devem deixar de ser uma referência para a remuneração dos dirigentes de topo da Administração Pública.

“Tem de se desindexar estas remunerações das dos políticos”, declarou.

O gestor considerou também que deve existir maior flexibilidade na valorização dos melhores trabalhadores da Administração Pública, seja através da progressão na carreira, seja através da atribuição de prémios, sem que seja necessário aguardar pelos resultados de avaliações ou por concursos, processos que podem demorar bastante tempo.

Paulo Macedo contou que, quando era diretor-geral dos Impostos, quis promover uma trabalhadora a diretora, mas que esta lhe pediu para não avançar com a promoção, uma vez que não iria receber mais, por já se encontrar no topo da carreira e sem possibilidade de melhorar a remuneração.

A lei estabelece que os salários dos funcionários públicos não podem ultrapassar a remuneração do primeiro-ministro.

O salário base mensal bruto do primeiro-ministro ronda os 6.000 euros, aos quais acrescem suplementos.

Contudo, algumas entidades têm exceções relativamente às remunerações dos seus gestores, como é o caso da Caixa Geral de Depósitos (detida a 100% pelo Estado), por ser considerada uma empresa que opera em regime de concorrência.

No total de 2025, Paulo Macedo, presidente executivo da CGD, recebeu 433 mil euros de remuneração fixa (cerca de 30 mil euros por mês), valor ao qual acresce a remuneração variável, segundo o relatório e contas do banco.

No total, e segundo noticiou o jornal ECO em abril, Paulo Macedo recebeu 964 mil euros em 2025, sendo este o valor mais baixo entre os presidentes executivos dos cinco maiores bancos a operar em Portugal.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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