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Portugal recompra dívida num valor superior a mil milhões de euros
A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública amortiza três emissões de Obrigações do Tesouro (OT) com vencimento em 2026 e 2027.
17 Dez 2025 - 11:58
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Pedro Cabeços, presidente do Conselho de Administração do IGCP, Márcia Duarte Rodrigues (vogal) e Rui Sampaio Amaral (vogal)/fonte: IGCP
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Pedro Cabeços, presidente do Conselho de Administração do IGCP, Márcia Duarte Rodrigues (vogal) e Rui Sampaio Amaral (vogal)/fonte: IGCP
A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) recomprou, nesta quarta-feira, 1.046 milhões de euros em Obrigações do Tesouro, relativas a três emissões: OT 2,875%, com maturidade a 21 de julho de 2026; OT 4,125%, com maturidade a 14 de abril de 2027; e OT 0,70%, com maturidade a 15 de outubro de 2027.
Este foi o segundo leilão de recompra realizado este ano pelo IGCP. Em janeiro, a agência efetuou uma operação que permitiu o reembolso antecipado de 430 milhões de euros em dívida com vencimento no final deste ano.
No programa de financiamento para 2026, apresentado na semana passada, o IGCP refere que continuará a avaliar, ao longo do ano, “a possibilidade de realizar operações de troca e recompra de títulos”.
Segundo o IGCP, “a estratégia de financiamento para 2026 centrar-se-á na emissão de títulos de dívida pública em euros nos mercados financeiros, com a realização regular de emissões de Obrigações do Tesouro (OT), de modo a promover a liquidez e o funcionamento eficiente dos mercados primário e secundário”. A entidade acrescenta ainda que, “em 2026, pretende dinamizar o programa de papel comercial (Euro Commercial Paper, ECP), bem como o programa Euro Medium Term Notes (EMTN), que permitirá explorar a emissão de títulos de curto e de médio e longo prazos em diferentes moedas”.
No que respeita às Obrigações do Tesouro, o montante de 24 mil milhões de euros será obtido através da emissão bruta de OT, combinando operações sindicadas e leilões, estando prevista a realização de três emissões sindicadas e nove leilões.
Já ao nível dos Bilhetes do Tesouro (BT), em 2026, espera-se que o financiamento líquido resultante da sua emissão tenha um impacto de 5,1 mil milhões de euros. Será mantida a estratégia de emissão ao longo de toda a curva de curto prazo. O IGCP continuará a realizar leilões mensais de BT na terceira quarta-feira de cada mês e, caso se justifique, poderá também recorrer à primeira quarta-feira do mês.
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