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BPM e Monte dei Paschi abandonam possível fusão e Intesa Sanpaolo tem caminho livre
O maior acionista do BPM, o Crédit Agricole, colocou um ponto final nos rumores sobre a fusão, levando a administração do banco italiano a desistir da operação.
02 Ago 2026 - 09:54
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Foto: Jornal PT50/Sónia Santos Dias
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Foto: Jornal PT50/Sónia Santos Dias
O Banco BPM anunciou na sexta-feira que não pretende continuar as conversações com o rival Monte dei Paschi di Siena (MPS) sobre uma possível “fusão de iguais” entre as duas instituições. O banco explicou que, quase dois meses após lançar a proposta, “não foram alcançadas as condições para chegar a um acordo”.
A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração do BPM de forma unânime, revela a instituição em comunicado. O banco sublinha, contudo, que o potencial estratégico e o racional industrial da proposta continuam a existir e que podiam ter originado um novo grupo bancário líder em Itália.
Este anúncio surge após o maior acionista do BPM, o Crédit Agricole, pela mão do seu CEO, Olivier Gavalda, ter negado a existência de negociações entre os dois bancos para uma possível fusão, desmentindo as notícias sobre o assunto que surgiram ao longo da semana.
Gavalda indicou também, segundo a Reuters, que não via valor na união dos dois bancos e que preferia até fundir o BPM com o braço italiano do banco francês, algo que já foi mencionado nos últimos meses.
Por sua vez, o MPS lançou um comunicado em que afirma ter tomado nota das considerações da instituição francesa e da consequente posição da administração do BPM. O banco mais antigo do mundo adiantou que ia interromper as consultorias que tinha em curso sobre a possível fusão dos bancos e que iniciou com o objetivo de ter uma “fase de negociação bem-sucedida”.
Tanto o MPS como o BPM reforçam que estão empenhados em levar a cabo as suas estratégias e planos de negócios.
Com esta operação posta de lado, o Intesa Sanpaolo tem apenas de aguardar pelas autorizações regulatórias e esperar que a sua proposta convença os acionistas do MPS. Tendo em conta os valores do fecho de mercado de sexta-feira, a oferta do Intesa Sanpaolo – que propõe uma troca de 1,6 ações suas por cada ação do MPS, à qual acrescenta mais 1 euro por cada ação do banco visado – ascende a 34,91 mil milhões de euros, cerca de 4,3 mil milhões a mais do que quando foi lançada.
Contudo, este valor está atualmente 0,65% abaixo do valor de mercado do MPS, que no fecho de sexta-feira tinha uma capitalização de mercado de 35,14 mil milhões.
Recorde-se que, na sua análise à proposta do Intesa Sanpaolo, o MPS referiu precisamente a subvalorização da mesma, bem como a incerteza associada às flutuações do mercado. Flutuações essas que, em menos de dois meses, transformaram um prémio de 12,5% num desconto de 0,65%.
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