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Portugal Ventures conclui desinvestimento em ‘startup’ portuguesa Perceive3D

A Portugal Ventures era investidora da Perceive3D desde 2013. A 'startup' que originou na Universidade de Coimbra foi vendida à britânica Smith + Nephew.

30 Out 2026 - 15:04

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Marco Neves presidente do Conselho de Administração da Portugal Ventures | Foto Portugal Ventures

marco neves portugal ventures

Marco Neves presidente do Conselho de Administração da Portugal Ventures | Foto Portugal Ventures

A Portugal Ventures, sociedade de capital de risco do Grupo Banco Português de Fomento (BPF), concluiu o processo de desinvestimento na Perceive3D, uma ‘startup’ portuguesa do portfólio de ‘life sciences’. Esta operação surge na sequência da aquisição integral da empresa pela multinacional britânica Smith + Nephew (S+N).

Paralelamente, este anúncio surge na mesma altura em que a FDA, agência americana responsável pela proteção e promoção da saúde pública nos EUA, aprovou o sistema TESSA (‘tracking enabled spatial surgery assistant’), “desenvolvido a partir da tecnologia criada pela ‘startup’ portuguesa, assinalando a entrada desta inovação no mercado norte-americano”, destaca em comunicado.

Segundo a Portugal Ventures, a instituição do Grupo BPF investiu na Perceive3D em 2013, acompanhando a empresa desde a fase ‘pre-seed’, sublinha. “Ao longo de vários anos apoiou o desenvolvimento tecnológico, a proteção da propriedade intelectual, a validação clínica e os primeiros pilotos hospitalares, criando as condições para a sua aquisição, em 2020, pela S+N”, acrescenta.

A ‘startup’ em questão é um ‘spin-off’ da Universidade de Coimbra que se dedica ao desenvolvimento de tecnologias de visão por computador, inteligência artificial e realidade aumentada aplicadas à cirurgia minimamente invasiva. Foi fundada por João Barreto e Rui Melo.

“Com este desinvestimento, a Portugal Ventures reforça o seu percurso enquanto investidor de referência em empresas de base científica e tecnológica, demonstrando a capacidade de identificar projetos com elevado potencial de inovação, apoiar o seu crescimento desde as fases mais iniciais e contribuir para a sua valorização e internacionalização”, reforça. Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da Portugal Ventures, Marco Neves, acredita que “este desinvestimento é a demonstração de que a Portugal Ventures tem conhecimento científico, talento empreendedor e capacidade para apoiar o desenvolvimento de projetos tecnológicos de classe mundial”.

A Perceive3D é um exemplo do impacto que o capital de risco pode ter na transformação do conhecimento científico em soluções com aplicação global e elevado valor acrescentado para a economia e para a sociedade, defende a Portugal Ventures.

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