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Portugueses contraíram menos empréstimos em abril
Abril trouxe taxas de juro mais elevadas, em todos os segmentos de crédito, quer para particulares quer para empresas. Volume de empréstimos contratados baixou em todas as finalidades.
05 Jun 2026 - 12:09
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A procura por novos créditos diminuiu em abril, com o total de novas operações a particulares a fixar-se em 3,7 mil milhões, menos 473 milhões do que em março. Segundo revela o Banco de Portugal, “os montantes de novas operações reduziram-se em todas as finalidades de empréstimos”.
Os novos contratos caíram 336 milhões em cadeia para 2,99 mil milhões. Já as renegociações baixaram 138 milhões para 707 milhões. A maior quebra nas renegociações deu-se por via do crédito à habitação, que diminuiu 131 milhões.
Dentro dos novos contratos, os empréstimos para habitação totalizaram 2,05 mil milhões, menos 203 milhões do que em março, enquanto o crédito ao consumo caiu 78 milhões para 657 milhões. Já os empréstimos para outros fins fixaram-se em 278 milhões, menos 55 milhões do que no mês anterior.
Paralelamente aos menores montantes contratados, é possível observar que as taxas de juro evoluíram no sentido inverso. Os novos contratos de crédito à habitação passaram de uma taxa de juro média de 2,81% para 2,86%. Por sua vez, as renegociações aumentaram 0,01 pontos percentuais (pp) para 2,8%.
Comparando com os parceiros do euro, Portugal mantém a sua posição com a quarta taxa de juro média mais baixa no crédito à habitação. Na Zona Euro, esta subiu 0,08 pp para 3,43%.
As estatísticas divulgadas pelo banco central indicam ainda que 84,5% dos novos empréstimos para habitação foram contratados a taxa mista. A taxa fixa corresponde apenas a 1,57% e a taxa variável a 13,92%. A taxa de juro média nos contratos a taxa mista subiu 0,03 pp para 2,74%. Já nas operações a taxa variável aumentou 0,14 pp para 2,96%.
A prestação média mensal do ‘stock’ total de crédito à habitação cresceu pelo oitavo mês consecutivo, para 428 euros. São mais 3 euros do que em março.
Por sua vez, nas novas operações de crédito ao consumo, a taxa de juro média atingiu 8,98%, mais 0,21 pp do que em março.
No que diz respeito ao crédito a empresas, o montante de novas operações em abril foi de 2,75 mil milhões, menos 937 milhões do que no mês anterior. A maior quebra deu-se nos novos contratos, que baixaram 1,04 mil milhões para 2,51 mil milhões.
A taxa de juro média dos novos empréstimos a empresas subiu 0,26 pp para 3,79%. “Em março, registou-se um elevado volume de empréstimos com garantia pública, associado às linhas de crédito disponibilizadas para apoio à reconstrução na sequência da tempestade Kristin, o que contribuiu para reduzir a taxa de juro média obtida pelas empresas nesse mês”, recorda o Banco de Portugal.
As novas operações até 1 milhão de euros totalizaram 1,45 mil milhões, menos 570 milhões do que em março. Acima deste valor, houve operações no valor de 1,3 mil milhões, menos 367 milhões em comparação com o mês anterior.
A subida das taxas de juro deu-se tanto nos empréstimos até 1 milhão – de 0,34 pp para 3,94% – como nos de valor superior – mais 0,18 pp, para 3,63%.
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