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Prejuízos do Banco de Moçambique triplicaram em 2025

Os prejuízos do Banco de Moçambique triplicaram em 2025 para 13,34 mil milhões de meticais (179,2 milhões de euros), num contexto de aumento do financiamento ao Estado.

29 Mai 2026 - 14:57

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Foto: Unsplash

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Os prejuízos do Banco de Moçambique triplicaram em 2025 para 13,34 mil milhões de meticais (179,2 milhões de euros), num contexto de aumento do financiamento ao Estado, segundo as demonstrações financeiras. De acordo com o documento, a que a Lusa teve acesso, este agravamento reflete sobretudo a deterioração da margem financeira, que passou de um resultado positivo de 3,4 mil milhões de meticais (45,7 milhões de euros) em 2024 para um valor negativo de 1,27 mil milhões de meticais (17 milhões de euros) em 2025, uma variação de 137,4%.

Ao mesmo tempo, os gastos operacionais aumentaram 29,4%, para 17,86 mil milhões de meticais (240 milhões de euros), pressionados essencialmente pelos custos com pessoal e outros encargos operacionais.

O total de rendimentos caiu 53,2%, para 4,52 mil milhões de meticais (60,7 milhões de euros), menos de metade dos 9,65 mil milhões de meticais (129,7 milhões de euros) registados em 2024, refletindo a diminuição das receitas associadas à atividade financeira do banco central.

No balanço, do lado do passivo, a principal rubrica continua a ser a emissão de instrumentos monetários do Estado, nomeadamente bilhetes do Tesouro, que ascenderam a 530,9 mil milhões de meticais (7,13 mil milhões de euros), um aumento de 75,2% face aos 303,1 mil milhões de meticais de 2024, representando mais de metade do total.

O relatório evidencia ainda a forte exposição do banco central a operações de política monetária e ao financiamento do Estado, com os créditos e adiantamentos concedidos ao Governo a representarem cerca de 14% do total do ativo, tendo aumentado 35,9%, para 137,7 mil milhões de meticais (1,85 mil milhões de euros) no último ano.

No conjunto do balanço, o ativo do Banco de Moçambique cresceu 26,5% em 2025, para 976,7 mil milhões de meticais (13,12 mil milhões de euros), face aos 771,9 mil milhões de meticais (10,37 mil milhões de euros) no ano anterior, com destaque para o aumento dos ativos financeiros ao custo amortizado e de outras rubricas associadas à política monetária.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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