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Presidente da Associação Espanhola de Bancos indica que simplificação da regulação pode desbloquear 2 biliões em crédito

A Comissão Europeia deve lançar, em julho, um estudo sobre a competitividade da banca europeia. Esperam-se iniciativas legislativas em 2027.

19 Jun 2026 - 10:57

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Alejandra Kindelán, presidente da Associação da Banca Espanhola

Alejandra Kindelán, presidente da Associação da Banca Espanhola

Os bancos europeus poderiam conceder mais 2 biliões de euros em crédito caso a regulação sobre o setor fosse simplificada, ao mesmo tempo que mantém resiliência financeira, defendeu nesta sexta-feira a presidente da Associação Espanhola de Bancos (AEB), Alejandra Kindelán, citada pela Reuters.

A nível global, lembra a agência de notícias, os reguladores ponderam aligeirar as regras do setor bancário para aumentar a competitividade e crescimento económico. Contudo, os bancos europeus não têm grandes expectativas depois de o Banco Central Europeu ter proposto uma otimização das regras sem diminuir os requisitos de capital.

Um estudo da Comissão Europeia sobre a competitividade do setor bancário é esperado no próximo mês e as propostas legislativas devem aparecer em 2027, aponta a Reuters.

Por sua vez, três associações bancárias espanholas, incluindo a AEB, lançaram um relatório onde alertam para a complexidade e redundância de requisitos de capital e como estes estão a constringir a sua capacidade de financiar crescimento, apesar dos níveis fortes de capital e rentabilidade.

Paralelamente, o Financial Times reportou, nesta sexta-feira, que a Comissão pretende remover barreiras à movimentação de fundos dos bancos entre os Estados-membros.

Os bancos espanhóis propuseram uma otimização do quadro de capital, melhor coordenação entre supervisores e menos fragmentação na União Europeia. As instituições argumentam que estas medidas iam melhorar a eficiência sem prejudicar os elementos de segurança. Dos 2 biliões em crédito mencionados por Alejandra Kindelán, cerca de 250 milhões seriam em Espanha, acrescentam. Estimam ainda que o PIB da Zona Euro iria subir 2,7%.

A Reuters relembra ainda que, na semana passada, a Federação Bancária Europeia estimou que a União Europeia tem uma falta de investimento anual de 1,4 biliões, que coloca em causa os seus objetivos económicos.

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