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Reguladores do Reino Unido reúnem-se para avaliar ameaça da IA da Anthropic
Depois de os Estados Unidos terem convocado uma reunião de emergência com os grandes bancos, chegou a vez de os alarmes soarem no sistema financeiro britânico
13 Abr 2026 - 12:26
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Banca e seguros apostam na IA/Foto: Freepick
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Banca e seguros apostam na IA/Foto: Freepick
Os órgãos reguladores do sistema financeiro do Reino Unido estão a realizar conversas urgentes com autoridades bancárias e de cibersegurança sobre o potencial perigo para as infraestruturas críticas exposto pelo mais recente modelo de inteligência artificial (IA) da Anthropic, o Mythos.
A Anthropic afirmou, na semana passada, que o seu modelo já identificou “milhares de vulnerabilidades de grande gravidade, incluindo algumas em todos os principais sistemas operativos e navegadores web”. A empresa acrescentou que algumas dessas falhas permaneceram indetetadas durante décadas e alertou que “as consequências — para as economias, a segurança pública e a segurança nacional — podem ser graves”.
O alerta gerou preocupação entre as autoridades reguladoras em todo o mundo. No Reino Unido, o banco central vai reunir-se com a FCA (Autoridade de Conduta Financeira), o Tesouro de Sua Majestade e o Centro Nacional de Cibersegurança para avaliar o potencial de danos, antes de apresentar um relatório com orientações para as instituições financeiras.
Na semana passada, nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, reuniram-se com os grandes bancos de Wall Street para discutir as questões levantadas pela Anthropic, incentivando os bancos a utilizar o modelo para detetar vulnerabilidades.
A Anthropic afirma que o Mythos é tão poderoso e potencialmente perigoso que apenas o disponibilizará a alguns parceiros selecionados, tendo já identificado milhares de falhas de dia zero, incluindo algumas em todas as principais plataformas.
O pequeno consórcio de empresas que terá acesso a esta ferramenta foi denominado Projeto Glasswing, sendo composto por AWS, Apple, Cisco, CrowdStrike, Google, Microsoft, Nvidia e Palo Alto Networks, e foi formado com o objetivo declarado de proteger infraestruturas de software críticas.
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