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Rendibilidade das empresas em Portugal sobe para 9,5% no primeiro trimestre de 2026
Ativos foram financiados em 45,7% por capitais próprios. Comércio foi o setor que mais reforçou os capitais próprios com a incorporação dos resultados
06 Jul 2026 - 12:47
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Supervisor europeu da Bolsa aplicou a maior multa de sempre/Foto: Freepick
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A rendibilidade das empresas em Portugal manteve-se em níveis historicamente elevados no primeiro trimestre de 2026. Segundo o Banco de Portugal, a rendibilidade do ativo — medida pela relação entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo — atingiu 9,5%, mais 0,4 pontos percentuais (p.p.) do que no período homólogo.
«No primeiro trimestre de 2026, a rendibilidade das empresas — medida pela relação entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo — atingiu 9,5%, mais 0,4 pontos percentuais (p.p.) do que no período homólogo. Este indicador manteve-se, assim, num nível historicamente elevado», refere o Banco de Portugal num relatório deivulgado nesta segunda-feira, acrescentando que «a rendibilidade do ativo das empresas privadas também aumentou para 9,5%».
A rendibilidade do ativo registou os maiores aumentos nos setores do comércio e das sedes sociais, com subidas de 0,9 p.p. e 0,7 p.p., respetivamente. No comércio, esta evolução foi impulsionada pelo aumento do EBITDA, resultante de um crescimento do volume de negócios superior ao dos gastos, traduzindo-se numa melhoria das margens. Já no setor das sedes sociais, o aumento do EBITDA refletiu a realização de mais-valias associadas à alienação de participações financeiras.
No que respeita à autonomia financeira — medida pelo peso dos capitais próprios no total do ativo — esta situou-se em 45,7%, mais 0,4 p.p. do que no período homólogo. O aumento resultou, essencialmente, da incorporação dos resultados do exercício nos capitais próprios das empresas.
Nas empresas privadas, a autonomia financeira atingiu 45,9%, o que representa um aumento de 0,3 p.p. face ao mesmo trimestre de 2025. Este indicador aumentou na generalidade dos setores de atividade, com exceção do setor da eletricidade, gás e água, onde recuou 1,6 p.p.
O setor do comércio registou o maior aumento da autonomia financeira (+1,5 p.p.), refletindo a incorporação dos resultados nos capitais próprios. Em sentido contrário, no setor da eletricidade, gás e água, a redução da autonomia financeira ficou a dever-se a um crescimento do ativo superior ao dos capitais próprios, associado sobretudo ao impacto das operações de gestão de tesouraria entre empresas do mesmo grupo e à emissão de títulos de dívida.
Por outro lado, o custo dos financiamentos obtidos pelas empresas diminuiu de 4,8% no primeiro trimestre de 2025 para 4,3% no primeiro trimestre de 2026. Segundo o Banco de Portugal, esta redução refletiu a tendência de descida das taxas de juro iniciada em meados de 2024 e foi transversal a todos os setores de atividade e classes de dimensão.
A cobertura dos gastos de financiamento das empresas — indicador que mede o número de vezes que o EBITDA gerado é suficiente para cobrir os respetivos encargos financeiros — aumentou de 7,0 para 8,2, evidenciando uma menor pressão financeira. Esta melhoria resultou quer do aumento do EBITDA, quer da redução dos gastos de financiamento, tendo sido igualmente transversal a todos os setores de atividade e classes de dimensão.
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