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Rendimento mediano líquido aumentou 7,6% em 2024 para 12 316 euros
O rendimento mediano líquido aumentou em todos os municípios. A desigualdade na distribuição de rendimentos manteve-se igual ao ano anterior.
27 Jul 2026 - 07:21
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O rendimento mediano líquido dos portugueses em 2024 aumento 7,6% face ao ano anterior, de acordo com os dados divulgados pelo INE, alcançando 12 316 euros. As taxas de variação anual foram positivas em todos os municípios do país, com destaque para Alfândega da Fé, em Trás-os-Montes, onde atingiu 12,5%. Monchique, no Algarve, foi onde aumentou menos, em 4,2%.
Olhando para o panorama municipal, é possível averiguar que houve 74 municípios a registar um valor mediano do rendimento líquido acima do nacional, mais três do que em 2023. O INE informa que os municípios com menos de 2000 sujeitos passivos não têm dados disponibilizados neste relatório, mas os valores são contabilizados para os cálculos ao nível das sub-regiões e nacional.
Entre os municípios acima da mediana nacional estão todos os da Grande Lisboa e os da Península de Setúbal, bem como 17 da região Centro, 11 do Oeste e Vale do Tejo, 9 do Alentejo, 9 do Norte, 6 dos Açores, 3 da Madeira e Faro, no Algarve. Os valores mais elevados do país pertencem aos municípios de Oeiras, com 17 250 euros, Lisboa, com 15 188 euros, e Alcochete, com 14 889 euros.
A região da Grande Lisboa foi onde se reportou a maior diferença, de 4780 euros, entre municípios, indo de 12 470 euros na Amadora até aos 17 250 euros de Oeiras. Já a Lezíria do Tejo foi onde este valor foi menor, com uma diferença de 1319 euros, entre os 11 480 euros da Chamusca e os 12 799 euros do Cartaxo.
Nota: os dados usados para o mapa referem-se à média e não à mediana, que é a usada no texto
Desigualdade na distribuição do rendimento manteve-se igual
Em 2024, o rácio entre o percentil 80 e o percentil 20 do rendimento líquido por pessoa foi de 2,8, igual ao ano anterior. Há 22 municípios que registaram um rácio superior, sendo Lisboa o caso mais díspar, onde este valor atinge 3,8. O Porto surge em segundo lugar, com 3,5.
Dos 22 municípios referidos, 17 têm rendimentos medianos superiores à referência nacional, sublinha o INE. Em Oeiras, onde o rendimento é o mais elevado do país, o rácio era 3,2. Há ainda 46 municípios identificados com um rendimento líquido mediano superior à referência nacional, mas com um rácio entre os percentis inferior.
Ainda no campo da desigualdade, o INE revela que o coeficiente de Gini do rendimento líquido por pessoa, em 2024, era 35,6%, “evidenciando um ligeiro aumento na desigualdade da distribuição do rendimento em relação a 2023”, quando se fixou em 35,5%.
A Grande Lisboa, os Açores, a Madeira e a Área Metropolitana do Porto reportaram coeficientes de Gini iguais ou superiores ao nacional, atingindo 38,9%, 36,6%, 35,9% e 35,6%, respetivamente. Por outro lado, o mais baixo surge no Alentejo Central, com 30,9%.
A nível municipal, são 29 os municípios onde este indicar é mais grave do que a referência nacional. Lisboa, Vila do Porto, Porto e Cascais ficam acima da casa dos 40%, com 42,9%, 42,3%, 42% e 40,5%, respetivamente.
Dentro das sub-regiões, a Área Metropolitana do Porto tem a maior amplitude entre coeficientes de municípios, com uma diferença de 11,5 pontos percentuais entre o Porto e Oliveira de Azeméis, onde o valor é de 30,5%. O Alto Tâmega e Barroso fica na ponta oposta, tendo a maior distância se verificado entre Ribeira da Pena, com 32,9%, e Montalegre, com 35,8%.
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