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Reservas obrigatórias da banca comercial moçambicana cresceram 7,5% até março
A próxima reunião sobre política monetária em Moçambique está agendada para quarta-feira, dia 27.
25 Mai 2026 - 09:56
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O volume das reservas obrigatórias dos bancos moçambicanos cresceu 7,5% durante o primeiro trimestre, para 241,9 mil milhões de meticais (3,26 mil milhões de euros), segundo dados do Banco de Moçambique. De acordo com o histórico do mais recente relatório estatístico da instituição, as reservas obrigatórias da banca comercial junto do Banco de Moçambique tinham atingido em dezembro de 2024 um recorde de 291,5 mil milhões de meticais (3,92 mil milhões de euros), imediatamente antes do alívio das restrições pelo banco central, em janeiro de 2025. Após forte quebra no final de 2025, o volume destas reservas está a crescer deste então.
As reservas obrigatórias dos bancos comerciais estavam fixadas pelo Banco de Moçambique no coeficiente de 10,5% em moeda nacional e 11% em moeda estrangeira no início de janeiro de 2023. Nos primeiros seis meses desse ano, aumentaram por duas vezes, para “absorver a liquidez excessiva no sistema bancário, com potencial de gerar uma pressão inflacionária”, explicou então o banco central. O último desses aumentos aconteceu em junho de 2023, chegando então a valores históricos de 39% dos depósitos em moeda nacional e 39,5% no caso de moeda estrangeira a ficarem em reserva bancária.
Desde o final de dezembro de 2022, quando ascendiam a 62,1 mil milhões de meticais (836 milhões de euros), o volume das reservas bancárias à guarda do banco central chegou a aumentar quase 400%, até ao final de 2024.
Face à falta de divisas no mercado interno, os empresários moçambicanos insistiam desde 2024 na necessidade de o banco central aliviar os coeficientes de reservas obrigatórias em moeda estrangeira. Essa decisão só surgiu em 27 de janeiro de 2025, quando o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu cortar nos coeficientes de reservas obrigatórias em moeda nacional, para 29%, e em moeda estrangeira, para 29,5%.
A próxima reunião do CPMO, que acontece a cada dois meses, está agendada para 27 de maio, em Maputo.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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