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Revolut nega tentativa de chantagem após falha de segurança
Grupo intitulado "iamnotavillain" exige o pagamento de 3 milhões de dólares ou 6000 Monero, uma criptomoeda que agrada aos 'hackers' pela dificuldade de rastrear.
17 Set 2026 - 16:20
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Foto: Revolut
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Foto: Revolut
A Revolut nega que o grupo que afirma ter sido responsável pela falha de segurança reportada no início da semana tenham entrado em contacto com o neobanco, de acordo com declarações de fonte oficial da empresa citadas pela Reuters.
Este esclarecimento surge na sequência de notícias avançadas pelo Financial Times (FT), que entrou em contacto com o dito grupo – que se intitula “iamnotavillain” – sobre este estar a exigir um pagamento de 3 milhões de dólares à Revolut.
Em alternativa, o grupo propõe o pagamento em 6000 XMR – uma criptomoeda chamada Monero, que o FT relembra ser popular entre ‘hackers’ pela dificuldade de rastrear. Caso não se concretize o pagamento, ameaçam vender as informações dos clientes a que tiveram acesso dentro de 24 horas.
O grupo confirmou ao jornal britânico que não tinha entrado ainda em negociações diretas com a Revolut, tendo apenas publicado as exigências no seu site.
O FT revela que entrou em contacto via Telegram e que teve acesso a um pequeno vídeo em que o utilizador fazia ‘scroll’ num conjunto de documentos onde era possível identificar cartas de condução, passaportes, fotografias e outros dados utilizados em processos de ‘know your costumer’.
Recorde-se que a Revolut confirmou, no dia 14 de setembro, uma falha de segurança que levou a que a ‘fintech’ britânica partilhasse informações indevidamente com terceiros. Segundo explicou, os ‘hackers’ em questão utilizaram e-mails com domínios governamentais italianos legítimos para pedir informações.
A fraude afetou pelo menos 680 clientes, reporta o FT, sendo que o grupo selecionou alvos com criptoativos consideráveis.
A Revolut garante que os clientes afetados tiveram apoio imediato e que estão a trabalhar em conjunto com as autoridades.
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