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Revolut quer ficar cotada em Londres e Nova Iorque

O CEO da Revolut admitiu pela primeira vez uma listagem dupla das ações, apesar de ter desvalorizado a presença na bolsa de Londres no passado.

17 Set 2026 - 17:05

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Foto: Revolut

Autor

Luís Alves Almeida

Jornalista

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Foto: Revolut

O fundador da Revolut, Nik Storonsky, admitiu, pela primeira vez, que a empresa procura uma cotação em bolsa tanto em Nova Iorque como em Londres. No passado, recorda o Financial Times, Storonsky argumentou que os EUA eram o mercado preferencial devido à maior liquidez e maior presença de investidores institucionais.

“Temos a escolha entre vender num mercado pequeno, com poucos compradores, ou num mercado gigante com uma quantidade enorme de investidores que vão competir ferozmente pelas nossas ações. Portanto, sim, preferimos os EUA”, reiterou o CEO do neobanco numa entrevista ao jornal francês Les Echos. Ao mesmo tempo, adiantou que a empresa planeia uma outra listagem na London Stock Exchange.

Com uma avaliação recente de mil milhões de euros, após uma venda secundária de ações, a Revolut entraria na bolsa londrina a competir diretamente com algumas das maiores empresas cotadas, superando o Barclays, a BP ou a GSK.

Recorde-se que Storonsky apontou recentemente para 2028 como a altura mais próxima para uma possível entrada em bolsa. Esta foi a primeira vez que admitiu uma listagem dupla.

No passado, o líder do banco digital desvalorizou a presença na London Stock Exchange devido ao imposto de selo sobre os investidores britânicos e defendeu que a bolsa de Londres não podia competir com a americana. Em 2023, afirmou não ver qualquer razão para uma cotação na bolsa britânica.

Paralelamente, Storonsky tem também sido crítico da regulação no Reino Unido, onde teve de esperar vários anos para obter uma licença bancária.

O FT adianta ainda que ministros britânicos têm tentado persuadir o banco a colocar as suas ações em Londres.

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