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Seguradores já pagaram 359 milhões de euros em indeminizações pelo mau tempo
A estimativa de danos indemnizáveis situa se atualmente em 1.086 milhões de euros. Até ao momento, registaram-se 193 mil participações de sinistros.
16 Abr 2026 - 16:51
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Primeiro-ministro Luís Montenegro visita concelhos afetados pela tempestade Kristin, 29 janeiro 2026 | Foto: Gonçalo Borges Dias/GPM
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Primeiro-ministro Luís Montenegro visita concelhos afetados pela tempestade Kristin, 29 janeiro 2026 | Foto: Gonçalo Borges Dias/GPM
As seguradoras já pagaram até ao momento 359 milhões de euros em indeminizações pelos estragos provocados pelas tempestades do início do ano. O valor é revelado pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS), nesta quinta-feira, segundo um inquérito realizado junto das suas associadas.
A APS salienta que, passados dois meses, continuam a dar entrada nas seguradoras participações de sinistros relacionados com as tempestades, que ocorreram entre os dias 27 de janeiro e 13 de fevereiro.
Até ao momento, registaram-se 193 mil participações de sinistros, o que representa um acréscimo de cerca de 8 mil participações face à última atualização divulgada a 6 de abril.
A estimativa de danos indemnizáveis situa‑se atualmente em 1.086 milhões de euros. Trata-se de um aumento de 56 milhões de euros relativamente à informação comunicada anteriormente.
A APS dá ainda conta de que, em termos de evolução dos processos, mais de 106 mil sinistros já se encontram encerrados ou com adiantamentos efetuados, “refletindo o esforço significativo das seguradoras no acompanhamento e resposta a este volume excecional de ocorrências”.
Na mesma comunicação, a representante das seguradoras em Portugal justifica que, apesar de uma parte relevante dos processos de sinistro já ter sido analisada e aceite, encontrando‑se em fase final, estes ainda não foram encerrados ou pagos por razões que não dependem exclusivamente das seguradoras. “O número excecional de sinistros participados em simultâneo, aliado à complexidade técnica, contratual e legal de muitos processos, torna o respetivo tratamento mais exigente e sujeito a etapas que não são imediatas nem unilaterais”, sublinha a APS.
O setor segurador reconhece o impacto que estes danos continuam a ter na vida de muitas famílias e empresas. Nessa linha, “sempre que solicitado e tecnicamente justificado, as seguradoras realizam adiantamentos por conta das indemnizações finais, com o objetivo de mitigar o impacto financeiro imediato e concluir os processos com a maior celeridade possível”, assinala a APS.
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