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“Sendo eu governador, nunca ficaria depois nos quadros do Banco de Portugal”
Álvaro Santos Pereira não quis comentar o direito de Mário Centeno a permanecer como consultor da administração, mas não resistiu a dar a sua opinião.
17 Set 2025 - 17:39
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Álvaro Santos Pereira, economista-chefe da OCDE e vice-secretário das Finanças da OCDE para o G20/G7 | Foto: BCE
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Álvaro Santos Pereira, economista-chefe da OCDE e vice-secretário das Finanças da OCDE para o G20/G7 | Foto: BCE
Mário Centeno tem direito a manter-se como consultor da administração do Banco de Portugal depois de deixar o cargo de governador. Confrontado com esta realidade, oportunamente noticiada pelo Jornal PT50, Álvaro Santos Pereira afirmou: “Não posso saber das intenções do professor Mário Centeno porque ele ainda não me disse nada, nem tenho de comentar. O que posso dizer é aquilo que eu faria: sendo governador do Banco de Portugal, certamente nunca ficaria nos quadros do banco após terminar o meu mandato.”
Esta resposta surgiu na segunda ronda de questões na Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), após uma série de trocas de acusações entre deputados do Partido Socialista (PS) e deputados do Partido Social Democrata (PSD) sobre o atual e o futuro governador do Banco de Portugal.
Nesse contexto, e em resposta a uma pergunta do CDS, Santos Pereira acrescentou ainda que “decisões sobre questões estruturais (referindo-se à adjudicação da nova sede do banco e à nomeação do chefe de gabinete) não devem ser tomadas no final dos mandatos”.
A audição do novo governador do Banco de Portugal durou cerca de três horas, durante as quais Álvaro Santos Pereira abordou a nova sede, o seu percurso académico e a sua visão para o banco central, bem como a concorrência que os chamados neobancos (fintech) representam para o sistema financeiro e a necessidade de manter a política monetária ancorada nos mais recentes dados macroeconómicos.
Relativamente à evolução das taxas de juro de referência, Santos Pereira declarou: “Não sou pomba, de certeza absoluta. A política monetária, tal como a política fiscal, tem de ter almofadas. É importante ter margem para poder atuar quando necessário.”
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