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Setúbal é o único distrito onde todas as freguesias têm pelo menos um ponto de acesso a numerário
O distrito de Setúbal contrasta com Bragança, onde 88% das freguesias não dispõem de um ponto de acesso a numerário, algo que acontece em 40% das freguesias do país.
21 Jul 2026 - 07:30
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O Banco de Portugal considera que a cobertura nacional, em termos de acesso ao numerário, é “quase integral”, de acordo como seu último Estudo sobre a Rede de Acesso a Numerário. Ainda assim, segundo o mesmo documento, existem 1241 freguesias em Portugal que não dispõem de qualquer ponto de acesso a numerário, o que equivale a cerca de 40% do total de freguesias em Portugal.
Analisando os dados divulgados pelo banco central, é possível averiguar que o distrito de Setúbal é o único onde todas as freguesias têm, pelo menos, um ponto de acesso. Leiria e Lisboa surgem em segundo lugar, com apenas 4% das freguesias sem acesso, seguidos de Beja, com 8%.
Na outra ponta da lista aparece Bragança, onde 88% das freguesias se encontra sem acesso a numerário. Guarda e Vila Real reportam 76% e Viana do Castelo 65%. Viseu, com 60%, é o último distrito que supera a marca dos 50%.
Os números ganham ainda uma outra forma – menos negativa – quando se consideram outras unidades de medida.
Olhando para a população impactada, o número de freguesias sem acesso a numerário abrange mais de 708 mil pessoas, correspondentes a 7% da população residente, significativamente abaixo dos 40% de freguesias referido. Note-se que este estudo do Banco de Portugal não tem como base os dados atualizados do INE, que indicam uma população total de cerca de 11,4 milhões.
Num lugar intermédio, a superfície do país que não possui acesso direto a numerário corresponde a 26% do território.
Apesar dos territórios situados na região de Trás-os-Montes e Beja serem considerados “desafios” pelo banco central – a par de outras 36 freguesias consideradas “vulneráveis” – o supervisor nota que “a ausência de um ponto de acesso numa freguesia não implica, por si só, cobertura insuficiente, uma vez que, em muitos casos, a proximidade de pontos situados em freguesias vizinhas proporciona condições adequadas de acesso”.
De acordo com o estudo, existiam, no final de 2025, 15 freguesias – que abrangem 3140 residentes e uma área de 488 quilómetros quadrados – com uma distância média ao ponto mais próximo de acesso à rede superior a 20 quilómetros, o que, argumenta o Banco de Portugal, confirma “que os desafios tinham expressão demográfica limitada à escala nacional, embora relevância territorial”.
A freguesia que se encontra mais distante da rede é Quirás e Pinheiro Novo, em Vinhais, Bragança, com uma distância de 30,6 quilómetros. Estas distâncias são por via rodoviária e não em linha reta.
No que diz respeito aos “desafios” mencionados pelo banco central, este revela ainda a lista de 11 concelhos que representam o maior desafio de acesso a numerário. Em Bragança, surgem a própria capital de distrito, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vimioso e Vinhais. Em Vila Real, o Banco de Portugal identificou Boticas, Chaves e Montalegre. Por fim, surge o concelho de Beja, isolado na região alentejana.
Já entre as 36 freguesias “vulneráveis”, Beja concentra oito destas, seguindo-se Santarém, com cinco, Castelo Branco, com quatro, e Évora, com três. As restantes encontram-se espalhadas por outros distritos.
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