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S&P: bancos britânicos podem contar com um 2026 “sólido”
A agência de 'rating' S&P Global destaca o crescimento das receitas dos bancos britânicos, mas também alerta para alguns riscos que não desaparecem.
11 Jan 2026 - 15:54
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Os bancos britânicos podem esperar um 2026 positivo, de acordo com as previsões da S&P Global. A agência de ‘rating’ estima que as instituições bancárias do Reino Unido tenham “mais um ano sólido pela frente”.
Entre as métricas que vê a melhorar mais estão as receitas e a rentabilidade dos bancos. Sobre a primeira, acredita que o aumento dos rendimentos estruturais de cobertura, o crescimento moderado de ativos e um balanço de depósitos estáveis devem melhorar as margens das instituições, especialmente no Barclays, Lloyds e NatWest. Com as receitas a superar as despesas, o lucro antes de impostos deve crescer, espera a S&P.
Por outro lado, as despesas devem aumentar devido ao investimento em tecnologia, inflação dos salários e reestruturação de recursos humanos, justifica. Contudo, não se preveem mais riscos para os rendimentos devido às provisões com o setor automóvel. Também no vermelho aparece a qualidade de crédito, que vai ter alguma deterioração, mas deve manter-se perto da média histórica, assegura a agência.
Os perfis de crédito dos bancos devem ser influenciados por quatro fatores, de acordo com a explicação da S&P. A consolidação, movida por possíveis aquisições entre grandes bancos e ainda neobancos e ‘fintechs’. A concorrência – afetada sobretudo por estas últimas instituições referidas – e a inovação, influenciada principalmente pela Inteligência Artificial e a tokenização. Já a regulação é um fator pois uma simplificação em maior escala pode colocar pressão sobre os ‘ratings’, avisa a S&P.
Em campo neutro aparecem o capital e o financiamento e liquidez dos bancos. De acordo com as previsões, os rácios de capital devem manter-se estáveis em 2026, com alguns bancos a ajustar as suas orientações nesta matéria devido à entrada em vigor, em 2027, dos acordos de Basileia 3.1. Também o financiamento e a liquidez se devem manter estáveis em 2026, segundo as mesmas previsões.
Os maiores riscos
Apesar das estimativas positivas, a S&P enumera vários riscos para as instituições bancárias neste ano que agora começa. Como tem vindo a ser tendência nos últimos meses, as tensões geopolíticas estão cada vez mais presentes como fator de preocupação. Este risco surge também associado à cibersegurança, que, argumenta, pode ser um problema pela dependência no ‘outsourcing’.
Outro prende-se com um desempenho económico fraco e finanças públicas vulneráveis. “A menor confiança das empresas e dos consumidores pode enfraquecer a procura de crédito e a qualidade dos ativos dos bancos”, explica.
Uma mudança no sentimento dos investidores pode, de igual forma, levar a uma correção abrupta do valor das ações, cujos preços estão elevados. A conexão entre bancos e instituições não bancárias pode agravar esta questão, alerta a S&P.
Uma desregulação acentuada pode enfraquecer a supervisão sobre os bancos. Contudo, a agência de notação financeira não acredita que a simplificação em curso vá reduzir a supervisão de forma “material”, sobretudo em relação aos grandes bancos.
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