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Subida dos preços da habitação impulsionou crescimento da riqueza das famílias entre 2020 e 2024
A riqueza líquida média e mediana das famílias portuguesas cresceram 29% entre 2020 e 2024 para 298,4 mil euros e 151,8 mil euros, respetivamente.
28 Mai 2026 - 11:49
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Foto: Adobe Stock/Kenishirotie
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A riqueza líquida média e mediana das famílias portuguesas subiram 29% em termos reais entre 2020 e 2024, ascendendo a 298,4 mil euros e 151,8 mil euros, respetivamente. Segundo o Banco de Portugal e o INE, este aumento deu-se “em grande parte devido ao forte crescimento dos preços da habitação”.
Neste sentido, o Banco de Portugal destaca ainda que, “em 2024, a residência principal representava cerca de 56% dos ativos reais das famílias”. Mais ainda, “os grupos com menor riqueza líquida são aqueles com uma percentagem mais baixa de famílias proprietárias da residência principal. Este é o caso das famílias em que o indivíduo de referência se encontra desempregado ou tem uma idade inferior a 35 anos”, explica o banco central.
Olhando para os grupos com riqueza líquida mais elevada, “os outros imóveis e os negócios por conta própria têm um peso importante nos ativos reais”, indica o estudo. Este é o caso das famílias em que o indivíduo de referência é trabalhador por conta própria ou tem o ensino superior, segundo os dados revelados.
Realizado em 2024, esta é a quinta edição do Inquérito à Situação Financeira das Famílias. O último foi em 2020. Segundo explica o INE, a forma de cálculo da riqueza líquida das famílias corresponde à diferença entre o valor dos seus ativos e o das suas dívidas.
O inquérito reforça uma realidade conhecida: “a riqueza financeira das famílias encontra-se muito concentrada em depósitos, que incluem Certificados de Aforro e do Tesouro”. “Isto está em linha com a elevada aversão ao risco das famílias”, observam o Banco de Portugal e o INE.
No que diz respeito ao endividamento, em 2024, 41,6% das famílias tinham algum tipo de dívida. A mediana entre as que tinham era de 35,3 mil euros. O peso de famílias com elevado endividamento é menor em relação ao observado no passado, sublinha o supervisor bancário.
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