2 min leitura
Tarifas de Trump podem levar a inflação global, alertam banqueiros
Os CEO dos maiores bancos australianos alertam para o contágio global que as tarifas comerciais impostas pelo presidente dos EUA podem ter na economia.
18 Mar 2025 - 10:06
2 min leitura
Foto: Wikimedia/Gage Skidmore
Mais recentes
- Trimestre repleto de volatilidade faz lucro da XTB disparar 172% para recorde de 126 milhões
- Montenegro anuncia seguro obrigatório e Fundo de Catástrofes Naturais
- Competitividade bancária e fragmentação dos mercados à mesa do jantar entre Lagarde e Maria Luís Albuquerque
- Millennium BCP atribuiu mais de 4,3 milhões de ações a colaboradores e dirigentes em remuneração variável
- Startup checa tapaya angaria 1 milhão em ronda ‘pre-seed’
- Três meses depois de chegar ao topo, Francisco Guimarães Neto sai da BlackRock Portugal e ruma à Draycott
Foto: Wikimedia/Gage Skidmore
Uma guerra comercial desencadeada pelas tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, pode aumentar a inflação global, intensificar a volatilidade dos mercados e desacelerar o crescimento económico, disseram nesta terça-feira os CEO de dois dos principais bancos australianos.
Segundo a Reuters, os líderes do maior banco de retalho, o Commonwealth Bank of Australia (CBA), e do maior banco empresarial, o National Australia Bank (NAB), disseram numa conferência que as políticas protecionistas da nova administração dos EUA provavelmente vão pressionar a economia global a médio prazo, com custos mais elevados e falta de previsibilidade.
Mas os cerca de 15 mil milhões de dólares australianos anuais em exportações para os EUA representavam uma parcela pequena em comparação com o comércio externo total da Austrália. Por isso, o país estará numa posição melhor do que o Canadá, por exemplo, que vende 85% das suas exportações para os EUA, acrescentaram os líderes financeiros.
“Existe certamente um risco negativo, devido à desaceleração do crescimento global”, disse o CEO do CBA, Matt Comyn, no ‘Financial Review Business Summit’, em Sydney, acrescentando que as tarifas dos EUA resultariam em “ineficiências no comércio e, consequentemente, em mais inflação”.
O CBA registou um “aumento acentuado” nos pedidos de hipoteca desde que o Reserve Bank of Australia reduziu as taxas de juro no mês passado, pela primeira vez desde novembro de 2020, para 4,1%, afirmou Angus Sullivan, chefe da banca de retalho do CBA, durante a conferência.
O CEO do NAB, Andrew Irvine, afirmou que o corte da taxa de juro representou um “alívio” para a economia, mas que a “loucura das tarifas” sob Trump pode reduzir a probabilidade de novos cortes este ano. Atualmente, o NAB prevê dois cortes de 25 pontos base em 2025.
“Não somos uma ilha”, disse Irvine na conferência. “Se esta loucura das tarifas realmente acontecer, poderemos estar no fim das reduções das taxas”.
Mais recentes
- Trimestre repleto de volatilidade faz lucro da XTB disparar 172% para recorde de 126 milhões
- Montenegro anuncia seguro obrigatório e Fundo de Catástrofes Naturais
- Competitividade bancária e fragmentação dos mercados à mesa do jantar entre Lagarde e Maria Luís Albuquerque
- Millennium BCP atribuiu mais de 4,3 milhões de ações a colaboradores e dirigentes em remuneração variável
- Startup checa tapaya angaria 1 milhão em ronda ‘pre-seed’
- Três meses depois de chegar ao topo, Francisco Guimarães Neto sai da BlackRock Portugal e ruma à Draycott