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Técnicos Bancários aceitam aumento salarial de 3% no BCP e aguardam decisão do banco

O sindicato considera que esta proposta da DGERT confirma que existe margem para aumentos mais elevados. BCP tem 10 dias para se manifestar.

08 Out 2026 - 12:01

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Millennium bcpFoto Luís Alves Almeida | Jornal PT50

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PT50

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Red Millennium bcp bank storefront sign on a building at night, with glass doors and urban facade nearby.

Millennium bcpFoto Luís Alves Almeida | Jornal PT50

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) aceitou a proposta da DGERT de uma atualização salarial de 3% no BCP em 2026, com efeitos retroativos em 1 de janeiro, ficando agora a decisão nas mãos do banco.

A Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) apresentou ainda, em 2 de outubro, para 2025 uma atualização das tabelas salariais e das cláusulas de expressão pecuniária de 2,5%, também com efeitos retroativos em 1 de janeiro.

O BCP dispõe agora de 10 dias, a contar da receção da proposta, para comunicar ao mediador a sua posição, segundo o SNQTB. Caso o banco aceite a proposta, ficará aberto o caminho para concluir o processo negocial, com o pagamento da diferença correspondente a um ponto percentual relativamente à atualização de 2026, com efeitos retroativos em 1 de janeiro.

O SNQTB tinha rejeitado os 2% inicialmente propostos pelo Banco Comercial Português (BCP) para este ano, tendo recorrido aos mecanismos legais de conciliação e mediação para procurar uma solução que considerasse mais equilibrada.

“Os factos vieram confirmar que tínhamos razão em não aceitar os 2%. A proposta apresentada pela DGERT demonstra que existe espaço para uma atualização de 3% e representa uma evolução significativa face aos 2% que o BCP decidiu adiantar unilateralmente”, afirma o sindicato.

A proposta da DGERT surge depois de a entidade ter apontado também os 3% como referência para a atualização salarial de 2026 no âmbito da negociação setorial com o Grupo Negociador das Instituições de Crédito (GNIC), proposta que não foi aceite por este organismo.

Para o SNQTB, a nova proposta de 3% para o processo específico do BCP reforça a posição defendida pelo sindicato de que a atualização salarial deveria ser superior aos 2%. O sindicato considera ainda que, num setor com resultados positivos, é necessário assegurar que os trabalhadores e os reformados e pensionistas da banca não continuam a perder poder de compra.

A aceitação da proposta pelo SNQTB permite avançar no processo específico do BCP, mas o sindicato salienta que continua por resolver a questão mais abrangente da atualização salarial no setor bancário. Também na negociação setorial, a DGERT propôs uma atualização de 3%, sem que tenha sido alcançado, até ao momento, um acordo com a generalidade da banca.

O SNQTB mantém, entretanto, as ações de luta anunciadas com os restantes sindicatos, estando prevista para 25 de novembro uma manifestação junto ao BCP. “O SNQTB fez a sua parte. Negociámos, procurámos aproximar posições, recorremos aos mecanismos de conciliação e mediação e aceitámos uma solução apresentada por uma entidade pública independente. Agora, a decisão está nas mãos do BCP”, conclui o sindicato.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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