3 min leitura
Tiago Vilaça: “A acumulação de obrigações e documentos não melhora a decisão do consumidor”
Presidente da Associação Nacional de Intermediários de Crédito Autorizados (ANICA) pede que o novo regime jurídico observe a realidade atual e diz que o setor desconhece a proposta de transposição da Diretiva do Crédito ao Consumo
30 Set 2026 - 15:24
3 min leitura
Tiago Vilaça Presidente da ANICAFoto Melissa Dores
Mais recentes
- Mais de 99% dos prazos de regularização de sinistros automóvel cumpridos em 2025
- Prestação da casa sobe em outubro nos contratos com Euribor a 3, 6 e 12 meses
- BCE adverte que o risco quântico para a criptografia é uma realidade
- Sindicatos da banca da UGT e BNP Paribas chegam a acordo com aumento salarial de 3,25%
- SIBS e homólogos europeus criam a European Network for Payments com a soberania como mote
- Poupanças dos moçambicanos recuam novamente em julho e afastam-se de máximos
Tiago Vilaça Presidente da ANICAFoto Melissa Dores
“Hoje, quem procura um intermediário de crédito não procura apenas comparação de propostas. Procura apoio para compreender a sua capacidade de endividamento, avaliar alternativas, organizar documentação e acompanhar um processo que continua a ser complexo para muitas famílias”, afirmou o presidente da Associação Nacional de Intermediários de Crédito Autorizados (ANICA), na abertura da 4.ª Convenção, que se realiza nesta quarta-feira em Lisboa subordinada ao tema “O Futuro do Intermediário de Crédito”.
Tiago Vilaça reafirmou que “é preciso proteger o consumidor”, mas acrescentou que essa proteção exige “processos compreensíveis, profissionais qualificados, acesso a informação adequada e um mercado que preserve a concorrência e a diversidade dos seus operadores”.
“Não podemos confundir mais regulação com melhor regulação. A acumulação de obrigações, documentos e reportes nem sempre melhora a decisão do consumidor. Muitas vezes, aumenta os custos, prolonga os processos e afeta de forma desproporcionada as estruturas de menor dimensão”, acrescentou o responsável, que salientou as duas preocupações fundamentais que, neste momento, se colocam ao setor.
A primeira prende-se com o novo regime jurídico dos intermediários de crédito, que está a ser discutido com o Banco de Portugal. “A revisão do regime deve partir da realidade atual do mercado e não de situações excecionais. Deve reforçar a qualificação e a confiança, sem criar exigências desproporcionadas ou barreiras que favoreçam a concentração do mercado”, defende Tiago Vilaça.
A segunda diz respeito à transposição da diretiva europeia sobre o Crédito ao Consumo, cujo prazo terminou em novembro de 2025 sem que o Governo português tivesse apresentado um projeto legislativo.
“Esta diretiva alarga o âmbito das regras europeias e introduz novas exigências na avaliação da solvabilidade, na informação aos consumidores e na distribuição de crédito. Terá consequências relevantes para as instituições financeiras, para os intermediários e para os próprios consumidores”, refere Tiago Vilaça, que acrescenta: “No entanto, continuamos sem conhecer a proposta nacional de transposição.”
A ANICA considera essencial que o setor participe atempadamente nesta discussão. As associações representativas conhecem o funcionamento do mercado, identificam dificuldades concretas e podem ajudar a antecipar consequências que nem sempre são visíveis na elaboração das normas.
“Precisamos, por isso, de um calendário claro, de uma consulta efetiva e de um período de adaptação adequado”, exigiu o presidente da ANICA.
Mais recentes
- Mais de 99% dos prazos de regularização de sinistros automóvel cumpridos em 2025
- Tiago Vilaça: “A acumulação de obrigações e documentos não melhora a decisão do consumidor”
- Prestação da casa sobe em outubro nos contratos com Euribor a 3, 6 e 12 meses
- BCE adverte que o risco quântico para a criptografia é uma realidade
- Sindicatos da banca da UGT e BNP Paribas chegam a acordo com aumento salarial de 3,25%
- SIBS e homólogos europeus criam a European Network for Payments com a soberania como mote