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União bancária: presidente do Eurogrupo quer consenso e reitera que “ninguém vai ter tudo o que quer desta reforma”

Kyriakos Pierrakakis considera que a união bancária é essencial para a união da poupança e dos investimentos. O líder do Eurogrupo não quer, contudo, "meia dúzia de campeões bancários europeus", garante.

07 Out 2026 - 15:37

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Kyriakos Pierrakakis presidente do EurogrupoFoto Parlamento Europeu

Autor

Luís Alves Almeida

Jornalista

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Man in a dark suit and gray tie speaks at a European Parliament briefing, blue backdrop with EU flag.

Kyriakos Pierrakakis presidente do EurogrupoFoto Parlamento Europeu

O presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, considera que a união bancária é essencial para impulsionar o crescimento da economia europeia. O ministro das finanças grego alerta até que a união das poupanças e investimento, que tem vindo a ser promovida pela Comissão Europeia, não é possível sem a união bancária.

Contudo, Pierrakakis aponta que este avanço não é simples e a “parte mais difícil” da equação” é precisamente a política. Num discurso na reunião do Eurogrupo desta quarta-feira, o líder do órgão defendeu que, ainda que existam diferentes estruturas e preocupações entre os Estados-membros, estas não podem ser a razão para uma fragmentação permanente.

Neste sentido, sublinha um paradoxo que aqui surge. A vontade de fortalecer os elementos individuais enfraquece o conjunto. “Uma Europa mais fraca também torna cada um de nós, em última instância, mais fracos”, avisa.

Pierrakakis adota, portanto, uma postura mais realista e adverte que “a integração europeia requereu sempre confiança e compromisso”. “Ninguém vai ter tudo o que quer desta reforma. Mas todos devem estar preparados para se demover em algo”, reforça. O ministro grego entende que é aqui que o Eurogrupo pode ter um papel importante.

Sobre a união bancária em si, o líder do Eurogrupo identifica três prioridades. Em primeiro lugar, a integração, que garante a livre circulação de capital e liquidez, permitindo que cada euro poupado num país possa ser investido noutro. De seguida, a confiança, para garantir salvaguardas e uma gestão de crise comuns. Por fim, a competitividade, preservando a resiliência construída, mas removendo a complexidade regulatória desnecessária.

Pierrakakis esclarece, contudo, que não pretende criar “meia dúzia de campeões bancários europeus”, pois “integração europeia não significa uniformidade”. O presidente do Eurogrupo argumenta que a Europa necessita de instituições financeiras com escala para competir a nível global, mas também de empresas capazes de garantir proximidade, dado que o velho continente é uma economia de PME.

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