Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

3 min leitura

DBRS: união bancária necessita de mais confiança nas instituições europeias e menos nas salvaguardas nacionais

A DBRS critica os mecanismos de gestão de crise a nível europeu, que permanecem incompletos. "Uma integração mais profunda vai requerer mais do simplificar as regras”, reitera.

30 Jul 2026 - 07:15

3 min leitura

Foto: Magnific

Foto: Magnific

A união bancária é uma ambição dos países do bloco europeu que continua por concretizar a 100%. O pacote de simplificação apresentado pela Comissão Europeia recentemente pretende remover algumas barreiras, mas é preciso mais, defende a Morningstar DBRS. A agência de notação financeira considera que “uma integração mais profunda vai requerer mais do simplificar as regras”.

De forma mais específica, “será necessário dispor de mecanismos europeus de gestão de crises mais sólidos, uma maior convergência jurídica e confiança suficiente para que as autoridades nacionais possam recorrer a instituições comuns em vez de medidas de salvaguarda locais”, elenca. Caso estas condições se verifiquem, acredita, “uma união bancária mais aprofundada iria fortalecer os perfis de crédito de longo prazo dos bancos pan-europeus”.

Para as instituições bancárias, esta realidade traduzir-se-ia em mais flexibilidade para gerir os seus recursos financeiros, diversificar mercados e absorver choques que afetem países específicos. Contudo, a DBRS alerta que estes benefícios só serão possíveis com uma integração apoiada por enquadramentos de gestão de crise igualmente robustos, bem como proteção para os depósitos dos clientes.

A agência de ‘rating’ considera que a primeira década da união bancária se baseou na construção das instituições comuns. Já o sucesso da próxima, antevê, “pode depender da permissão que essas instituições concedem aos grupos bancários de operarem como bancos verdadeiramente pan-europeus em vez de um conjunto de subsidiárias nacionais isoladas”.

“Na nosso entender, os obstáculos que ainda subsistem decorrem da interação entre os mecanismos europeus de partilha de riscos incompletos — nomeadamente no que diz respeito ao seguro de depósitos e à gestão de crises — e a fragmentação jurídica residual entre os quadros nacionais em matéria de supervisão prudencial, insolvência e outros domínios”, explica a DBRS.

A agência critica os mecanismos de gestão de crise – como a segurança de depósitos e um quadro suficientemente robusto para a liquidez na resolução na zona do euro – que permanecem incompletos. “Enquanto estes mecanismos permanecerem incompletos, as autoridades nacionais poderão preferir manter o capital e a liquidez prontamente disponíveis nas suas próprias jurisdições, mesmo no seio de grupos bancários supervisionados a nível europeu”, aponta.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade