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UniCredit nega acusações do Commerzbank sobre reportes questionáveis da OPA
O Commerzbank continua a pôr em causa os dados divulgados pelo UniCredit, que, agora, decidiu colocar o regulador financeiro alemão ao barulho. OPA termina amanhã.
15 Jun 2026 - 15:19
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Bettina Orlopp, CEO do Commerzbank, e Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: Commerzbank e UniCredit, editada por Rigby Ciprião, Jornal PT50
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Bettina Orlopp, CEO do Commerzbank, e Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: Commerzbank e UniCredit, editada por Rigby Ciprião, Jornal PT50
O UniCredit decidiu manifestar-se em relação às acusações do Commerzbank, que por duas vezes criticou publicamente o banco italiano em relação à precisão das informações difundidas no âmbito da Oferta Pública de Aquisição (OPA), que termina nesta terça-feira, dia 16 de junho. A instituição liderada por Andrea Orcel rejeita as acusações do rival alemão e critica a “divulgação contínua e incessante de informações imprecisas e enganosas”.
Segundo revela em comunicado, o UniCredit já recorreu ao regulador financeiro alemão, o BaFin, pedindo para que este reveja e investigue as circunstâncias em torno das declarações, bem como a sua veracidade e a “aparente intenção de comprometer a integridade do processo de oferta, confundindo os ‘stakeholders’”.
Mais ainda, o UniCredit considera que a “retórica negativa” do Commerzbank tem servido apenas para distrair dos “méritos da transação e os benefícios significativos” de uma combinação entre os bancos. “Isto desvia a atenção da oportunidade estratégica de construir um líder bancário europeu mais forte e competitivo, capaz de gerar valor para todos”, lamenta.
Em relação às acusações em si, o UniCredit rejeita-as afirmando que “todas as informações divulgadas pelo banco estão de acordo com os requisitos” patentes na legislação alemã. “As divulgações têm fornecido, consistentemente, informação clara e consistente sobre os direitos de voto do UniCredit e sobre o progresso da oferta”, defende o banco italiano.
“Em momento algum o UniCredit combinou ou confundiu as diferentes categorias que devem ser divulgadas nos termos da regulamentação aplicável; a confusão entre estas categorias partiu da administração do Commerzbank em várias ocasiões, e não do UniCredit, e aparentemente com o objetivo de criar uma narrativa enganosa. Para aumentar a transparência, o UniCredit divulgou também informações além das obrigações regulamentares de divulgação”, reitera.
O banco nega ainda as acusações de que as ações entregues ao abrigo da OPA tenham sido emprestadas pelo próprio UniCredit. “O UniCredit não realizou operações de empréstimo de ações relativas às ações do Commerzbank que detém. As ações entregues são ações entregues e estão irrevogavelmente comprometidas” assevera.
Citada pela Reuters, a CEO do Commerzbank, Bettina Orlopp, mostrou-se surpreendida pelo comunicado do UniCredit. A líder do banco alemão assegura que estão apenas a “apresentar os factos”, pois são os únicos “que realmente têm acesso a eles”.
Objetivo cumprido
O UniCredit reforça que estes problemas não devem servir de distração dos “factos-chave”, referindo-se ao facto de a OPA já ter elevado a sua participação para mais de 30%, que era precisamente o seu objetivo.
Neste sentido, sublinha que, caso consiga apoio suficiente dos acionistas na assembleia geral anual, pode vir a conseguir nomear todos os membros do Conselho de Supervisão apontados pelos investidores. Este órgão, por sua vez, é responsável por nomear o Conselho de Administração. “O UniCredit está convicto de que tal contribuirá para a implementação de uma estratégia que visa as oportunidades de criação de valor estratégico identificadas pelo UniCredit, reforça o Commerzbank, em particular na Alemanha, e o transforma”, acrescenta.
O banco desmente ainda insinuações de que uma participação maior é necessária para tais alterações na governação da empresa. “As únicas questões que requerem uma maioria de 75% numa assembleia de acionistas são uma fusão ou outras reorganizações corporativas”, garante.
O UniCredit volta a afirmar que não pretende uma fusão entre o Commerzbank e a sua unidade alemã, o HypoVereinsbank. Contudo, deixa a porta aberta, acrescentando que a fusão não é um objetivo “antes do Commerzbank estar fortalecido e transformado”.
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