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Vice do UniCredit não considera provável resposta europeia semelhante à dos EUA para conter riscos relacionados com criptoativos

Elena Carletti recordou a intervenção das autoridades americanas aquando do colapso do Silicon Valley Bank, que assegurou os depósitos todos, de forma a conter os riscos.

28 Mai 2026 - 15:24

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Foto: Unsplash

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A vice-presidente do UniCredit, Elena Carletti, que também preside à Comissão de Risco do banco, não considera provável uma resposta a nível europeu semelhante à dos EUA aquando do colapso do Silicon Valley Bank e que ajudou a conter riscos relacionados com criptoativos.

A falência do banco americano afetou os mercados de criptoativos devido aos depósitos que detinha e que serviam de garantias para várias empresas da área, lembra a Reuters. Isto levou a uma destabilização de uma grande ‘stablecoin’ e espoletou uma onda de resgates por parte dos clientes. O choque estendeu-se ao sistema bancário em geral, pesando na queda do Signature Bank.

Perante esta situação, as autoridades americanas decidiram assegurar todos os depósitos, incluindo os das empresas de criptoativos, pois consideraram a situação um “risco sistémico” excecional, conseguindo, assim, estabilizar os mercados. Citada pela Reuters, Carletti, que falava numa conferência em Madrid, explicou precisamente esta situação e apontou que “a mesma decisão não pode ser tomada facilmente na Europa”.

O regulamento MiCA, que está ainda no seu período transitório em Portugal, obriga os emissores de ‘stablecoins’ a ter reservas como depósitos bancários ou ativos líquidos de baixo risco, o que faz com que estejam conectados ao sistema bancário. As ‘stablecoins’ são um foco regulatório precisamente por estarem asseguradas por ativos tradicionais que as ligam ao sistema financeiro tradicional, aponta a Reuters.

A vice-presidente do UniCredit critica o facto de, ao mesmo tempo que se força uma ligação dos prestadores de serviços de criptoativos e emissores de ‘stablecoins’ ao setor bancário, não se garante a mesma segurança sobre os depósitos. “Isso é, para mim, uma dupla fragilidade”, considera.

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