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A corrida ao trono de Dimon no JPMorgan avança com mexidas no topo
Marianne Lake, vista como a sucessora mais provável, reforma-se e Doug Petno e Troy Rohrbaugh são nomeados copresidentes. Prazo de saída de Dimon é uma incógnita.
28 Jun 2026 - 10:34
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Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase | Foto: JPMC
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Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase | Foto: JPMC
O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, não aparenta ter pressa de se reformar, mas a luta pelo trono começa a surgir no horizonte. Nesta semana, deu-se um novo avanço com a nomeação de Doug Petno e Troy Rohrbaugh como copresidentes, ao mesmo tempo que foi anunciada a reforma da que era vista por Wall Street como a mais provável sucessora de Dimon, Marianne Lake.
A Reuters recorda que discussão sobre quem vai ocupar o lugar de Jamie Dimon é uma das maiores no mundo financeiro e corporativo americano, especialmente tendo em conta as pistas contraditórias sobre quando o CEO pretende sair.
O próprio afirmou em 2024, segundo a agência de notícias, que estimava sair em menos de cinco anos. Contudo, ainda no início de 2026 adiantou que ficaria, pelo menos, mais cinco anos – uma afirmação que, mais tarde, foi classificada como uma “piada” por representantes de Dimon. Já em fevereiro, usou o termo “alguns anos”.
De qualquer forma, o líder do banco, que se mantém no cargo desde 2006, já reiterou várias vezes que a administração está focada em planear uma sucessão para o cargo mais alto da instituição. No entanto, lembra a Reuters, ao longo dos anos, foram vários os diretores do banco que saíram para assumir cargos sénior em bancos concorrentes.
Fonte conhecedora do assunto citada pela Reuters indica que Dimon pretende ficar mais três anos, o que condiz com algumas afirmações do banqueiro. A mesma fonte revela que este deve passar a ‘executive chairman’ quando deixar de ser CEO.
Os dois novos co-presidentes vão assumir a liderança de diferentes unidades de negócio. Rohrbaugh vai ser CEO de banca de consumo e comunitária, substituindo Marianne Lake, que trabalhava há 25 anos no JPMorgan. Por sua vez, Petno vai comandar a banca comercial e de investimento.
Analistas consultados pela Reuters não veem uma saída a curto prazo para Dimon. Gerard Cassidy, ‘managing director’ na RBC Capital Markets, acredita que a reforma do CEO vai tardar pois os dois nomeados não possuem a experiência de Lake.
Uma fonte conhecedora do processo adianta que o banco queria escolher dois copresidentes entre Lake, Rohrbaugh e Petno e que Lake decidiu reformar-se após não ter sido escolhida. A executiva não respondeu a um pedido de comentário da Reuters.
Em relação a outros possíveis candidatos, Mike Mayo, analista do Wells Fargo, não exclui a COO Jennifer Piepszak ou o CFO Jeremy Barnum.
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