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A taxa de juro mista perde peso, mas ainda domina os novos contratos para compra de casa

Juros desceram para 4,8%, face aos 5,9% registados em 2024. Esta diminuição foi transversal a todos os tipos de contrato

22 Jun 2026 - 17:30

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Foto: Pexels

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Os contratos com taxa de juro mista, que combinam um período inicial de taxa fixa seguido de um período de taxa variável, representaram, em 2025, 75% dos contratos celebrados e 75,4% do montante de crédito concedido. Estas proporções são inferiores às registadas em 2024 (82,1% e 81,5%, respetivamente), refere o Relatório de Acompanhamento dos Mercados de Crédito (RAMC), divulgado nesta segunda-feira pelo Banco de Portugal.

Por outro lado, num contexto de taxas de juro tendencialmente descendentes, aumentou a proporção dos contratos com taxa variável (que refletem de forma mais direta as variações das taxas Euribor), que representaram 18,7% do número de contratos celebrados (11,8% em 2024) e 18,6% do montante de crédito concedido (12,4% em 2024).

A contratação a taxa fixa (em que não ocorrem alterações da prestação e a taxa de juro tende a ser mais elevada, refletindo a proteção adquirida pelo cliente) manteve-se estável, representando 6,3% dos contratos celebrados (6,1% em 2024) e 6% do montante concedido (6,1% em 2024).

A taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) média dos contratos de crédito à habitação celebrados em 2025 diminuiu para 4,8%, face ao valor registado no ano anterior (5,9%). Esta redução foi transversal a todos os tipos de taxa de juro. Nos contratos com taxa de juro mista, a TAEG média passou de 5,9%, em 2024, para 4,8%, em 2025; nos contratos com taxa de juro variável passou de 6,2% para 5%; e nos contratos com taxa de juro fixa passou de 5,5% para 5%.

No final de 2025, 28,1% do número de contratos em carteira e 44,2% do respetivo saldo em dívida correspondiam a contratos com taxa de juro mista, enquanto a taxa de juro fixa representava 3,8% do número de contratos e 5,2% do saldo em dívida.

O spread médio dos novos contratos de crédito à habitação indexados à Euribor a 3, 6 e 12 meses foi de 0,73 pontos percentuais, comparando com 0,89 pontos percentuais em 2024.

A maioria dos contratos celebrados a taxa variável em 2025 (60,3%) tinha spreads entre 0,5 e 1 ponto percentual. Contudo, o peso deste intervalo de spreads diminuiu face ao ano anterior (68,3%). Por outro lado, aumentou o peso dos novos contratos com spreads até 0,5 pontos percentuais: de 15% dos contratos, em 2024, para 30,6% dos contratos, em 2025.

O spread médio da carteira fixou-se em 1,03 pontos percentuais no final de 2025, representando uma redução residual face ao ano anterior (1,07 pontos percentuais).

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