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Ana Botín: “A regulamentação mata a inovação”
Presidente executiva do Santander afirma que os bancos europeus não conseguem crescer com o atual quadro regulatório da UE.
04 Nov 2025 - 16:54
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Ana Botín, presidente do Banco Santander | Foto: Santander
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Ana Botín, presidente do Banco Santander | Foto: Santander
“A regulamentação mata a inovação. Precisamos de perceber que, a menos que permitamos que as empresas inovem, não vamos crescer”, afirmou Ana Botín nesta terça-feira, na Conferência Internacional de Bancos em Madrid. “A falta de crescimento pode ser um problema para a estabilidade financeira”, acrescentou a presidente executiva do Grupo Santander, citada pela agência Reuters.
Os comentários de Botín surgem num momento em que os governos europeus debatem se devem seguir os esforços da administração Trump para revogar as regras bancárias introduzidas após a crise financeira global de 2008.
Os legisladores procuram garantir que a inovação não comprometa a solidez dos bancos, enquanto alguns argumentam que o ônus regulatório está a limitar a capacidade das instituições financeiras de investir.
Na semana passada, o CEO do banco português Millennium BCP, Miguel Maya, afirmou que existem mais de 13 mil regulamentos europeus dirigidos ao setor financeiro. “Tenho de estudar mais hoje do que quando estava na universidade”, disse Maya.
Durante a conferência de Madrid, Nadia Calviño, diretora-geral do Banco Europeu de Investimento (BEI), destacou que a desregulamentação não está na agenda de Bruxelas.
Ana Botín defendeu que, sem crescimento e lucros, os bancos não conseguem aumentar o seu capital, destacando a maior carga tributária que os bancos europeus enfrentam em comparação com os congéneres norte-americanos.
A presidente executiva do Grupo Santander calculou ainda que a diferença de capital exigido entre a banca europeia e os bancos norte-americanos nos próximos cinco anos, após a implementação de Basileia III e de todas as diversas interpretações dos Níveis II e III daquele conjunto de normas, será de 3,5 mil milhões de euros.
“Se não tivéssemos de manter essas almofadas de capital, se estivéssemos todos ao mesmo nível, apenas como exemplo, seriam 14 milhões mais de hipotecas ou 87 milhões mais de créditos a PME ao longo de um período de cinco anos”, acrescentou Ana Botín.
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