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Prestação da casa a taxa variável sobe em todos os prazos
Os contratos que mais aumentam são os que têm o prazo de 12 meses. Para um empréstimo de 150 mil euros a 30 anos e um ‘spread’ de 1%, a subida será de 50 euros, diz a Deco Proteste
30 Abr 2026 - 15:26
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A prestação da casa vai subir em maio para créditos com taxa variável a seis, três e 12 meses, segundo adiantou a Deco Proteste. As simulações para a Lusa da Deco Proteste/Contas e Direitos baseiam-se num cenário com um financiamento de 150.000 euros a 30 anos e um ‘spread’ (margem de lucro comercial) de 1%.
Com base nestas condições, os contratos que mais sobem são os de 12 meses, que passam a pagar ao banco 694,42 euros, mais 50,39 euros face à última revisão, em maio de 2025.
Os contratos com Euribor a seis meses sobem 28,62 euros, face a novembro, para 669,72 euros. Os contratos a três meses passam a pagar mais 11,98 euros, em relação a fevereiro, com a prestação a atingir 646,65 euros.
As Euribor subiram em todos os prazos: de 2,143% para 2,747% a 12 meses, de 2,107% para 2,454% a seis meses e de 2,028% para 2,175% a três meses.
Em 19 de março, a Deco Proteste já tinha alertado para o impacto da subida das Euribor na prestação da casa, assinalando que este efeito se fará sentir “já no próximo mês”, apesar da manutenção das taxas diretoras pelo Banco Central Europeu (BCE).
“Apesar de o Banco Central Europeu (BCE) ter optado por manter as taxas diretoras, adotando uma postura cautelosa face à incerteza económica decorrente da guerra no Médio Oriente, os mercados já estão a reagir ao aumento da inflação”, apontou na altura a Deco Proteste.
A Deco Proteste regista que as taxas Euribor utilizadas como indexante na maioria dos contratos de crédito à habitação com taxa variável em Portugal “já inverteram a tendência de descida das últimas semanas e iniciaram uma subida que se tem intensificado nos últimos dias”.
O BCE decidiu manter as taxas de juro inalteradas em 2%, pela sétima vez consecutiva, considerando que continua “bem posicionado para navegar a atual incerteza” devido à guerra no Médio Oriente.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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